Tag: Rio Grande do Norte

Natal – Fortaleza – Quinto Dia

14/11/2009 – Por conta do pedal exaustivo do dia anterior e ser o sexto dia de viagem, nos demos o luxo de acordar consideravelmente tarde, eu (Felippe) acordei um pouco mais cedo que Danilo e aproveitei para escrever em meu caderno e também fazer um pequeno lanche da manhã. Nós só ficamos realmente prontos as 9:00h, paramos em um mercadinho e fizemos nosso café da manhã, pães com iogurte. As primeiras pedaladas só vierem a acontecer as 9:30 com destino a cidade de Areia Branca.

Eu (Danilo) estava com as pernas doendo muito e muitíssimo desanimado, essa viagem tinha sido a mais cansativa até agora.

A estrada é muito tranqüila, com algumas ladeiras, pouco movimento e paisagens agradáveis, sempre com dunas de areias claras ao fundo, sem falar do cheiro de caju que sentíamos quando passamos por sítios repletos de cajueiros. Por volta das 11:00h chegamos em Areia Branca, também chamada de “terra do sal”, grande produtora desse produto, foram aproximadamente 35km. Lá nós tínhamos que pegar uma balsa para atravessar o rio Mossoró, chegando na cidade de Grossos. Como já estava perto do almoço paramos para comer e descansar, o almoço não foi dos mais baratos, mas foi uma moqueca de camarão muito bem servida e muito saborosa, valeu a pena. Após o almoço, procuramos um local com sombra para descansar, eu aproveitei para descarregar os vídeos no notebook, o cartão de memória já estava completamente cheio, enquanto Danilo dormia no banco da rodoviária da cidade.

De Grossos a Tibau, foram mais 25km, chegamos lá por volta das 16:30 e ai sim estávamos a alguns metros do estado do Ceará, nos animamos novamente, sabíamos que estávamos bem próximo da tão esperada Canoa Quebrada e ainda mais de Fortaleza. Em Tibaú, que é a última cidade do Rio Grande do Norte, paramos pra tomar um refrigerante e conversar um pouco com os nativos. Nos contaram um pouco sobre a cidade e deram algumas dicas no trajeto no Ceará.

Bem vindo ao Ceará!

Mais uns 5 km e finalmente tínhamos alcançado o Ceará! Tiramos foto e tudo. Agora a animação era chegar em Canoa! O dia já estava chegando ao fim, mas iríamos conseguir cumprir o roteiro que era chegar em Icapuí, somando aproximadamente 80 km no dia.

Chegando lá já soubemos de uma pousadinha com um preço camarada, e foi nela mesmo que ficamos, fizemos o jantar, tomamos banho e fomos para praça bem movimentada para aproveitar a noite, finalizando o dia com uma cervejinha merecida.

Mais fotos no Picasa!

Confira também roteiro completo da viagem (google maps)

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Natal – Fortaleza – Quarto Dia

Relato do Dia:

12/11/2009- Em Natal Felippe fez todo um roteiro para essa viagem, nós tínhamos a idéia de mantê-lo para chegar em Canoa Quebrada no final de semana. Mas desde o primeiro dia com os imprevistos não estávamos conseguindo. O planejado para o segundo dia só fizemos em 2, portanto estávamos muito atrasado. A vontade era chegar em Canoa Quebrada hoje, sexta-feira, mas não ia dar de jeito algum. Apesar de tudo, estávamos dispostos a fazer o máximo que nos permitisse, e esse foi o dia que pedalamos mais,  inclusive a noite, somando pouco mais de 3 horas, foram 130km totais.

O amanhecer na pousada foi ótimo, tivemos um café da manhã reforçado e gostoso, limpamos as bicicletas e partimos. Tínhamos que chegar em Galinhos pela praia, e lá se foram 26 km de ótima pedalada, a areia era bem dura e deu pra fazer a média de 20 km/h a 27 km/h.

Em Galinhos percebemos que praticamente não tem ruas asfaltadas, o que impede o trânsito de carros que não são traçados e no lugar utilizam charretes. Por um lado é bom porque não tem carro, menos poluição, barulho, trânsito, enfim, os problemas que o carro trás, mas do outro é terrível por se aproveitarem dos cavalos, que queira ou não são maltratados debaixo de sol escaldante.

Dali pegamos o barco e fomos para Guamaré, a travessia durou cerca de 30 min, era pra custar 20 reais, mas negociamos bastante e os barqueiros fizeram por 7,50 cada. Chegando lá, era hora do almoço, então paramos logo em frente ao cais para almoçar uma comida realmente muito boa e barata, ficamos ali até as 13:30 e partimos, dispostos a recuperar o roterio previsto. Macau era a próxima cidade que chegaríamos, 42 km distante. O trajeto era em pista asfaltada, com vento nas costas e quase tudo plano, música para os ouvidos. O único problema foi o sol fortíssimo na cabeça que desgasta bastante.

Antes de ir pra Macau fomos informados que naquele mesmo dia seria a inauguração de uma ponte, que sem ela iríamos percorrer um caminho muito mais longo pra chegar em Porto do Mangue, cidade do outro lado do rio. O caminho foi em meio as salinas, com terra e cascalho grosso. Já quase anoitecendo encontramos alguns trabalhadores que voltavam de bicicleta para casa. Pense nas bicicletas rústicas e o quão rápido esses caras andavam, no escuro ainda por cima. A pedalada foi de uns 40 minutos e “sinistra”! Mas foi divertido, e sem eles estaríamos perdidos, o caminho era um pouco complicado.

Achamos a pista a noite, sorte que estava muito deserto, quase nenhum movimento de carros. Por isso decidimos tentar chegar em Areia Branca, que ficava ainda 50 km. No caminho paramos em Porto do Mangue pra comer, sentado na calçada presenciamos o atropelamento de um cachorro, foi muito triste, mais ainda pela reação das pessoas, como se fosse uma coisa rotineira, algumas delas até falavam coisa do tipo “bem feito”, ainda bem que ele sobreviveu. Eu (Felippe) tirei o cachorro do meio da pista e o coloquei na calçada e felizmente a dona o levou para casa para poder cuidar dele.

Pedalar a noite é tranqüilo quando a pista é tranqüila, é só ter um luz boa e o resto fica divertido, o clima favorece, na ocasião o vento também favorecia, as estrelas são lindas de serem apreciadas e você tem outra visão dos lugares, mesmo que mais limitada pelo fato de não poder encher muito.

Quando chegamos em Ponta do Mel, já estávamos exaustos, tínhamos pedalado 130 km e já era 9 da noite. Minhas pernas (Dan) estavam doendo consideravelmente e o joelho de Felippe também. O jeito foi parar, procurar uma pousada pra se recompor e continuar no dia seguinte. Queríamos muito ter continuado, pois como não deu pra chegar em Canoa Quebrada sexta, tentaríamos pelo menos chegar no sábado. E se parássemos ali, faltariam 160 km mais ou menos, e não daria pra fazer num só dia. Canoa iria ficar pra Domingo mesmo.

Mais algumas fotos do quarto dia Natal – Fortaleza

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Natal – Fortaleza – Terceiro Dia

Relato do Dia:

12/11/2009 – Levantamos muito tarde e conseqüentemente saímos tarde. Era 7:15 quando demos a primeira pedalada, um caminho sobre pedras. A maré estava já enchendo esse horário e quando deu 9:00 já não dava mais pra pedalar pela areia. Nesse meio tempo passamos pela praia do Marco, que por sinal é maravilhosa, com piscinas naturais e água bem azulzinha.

Quando não dava mais pra pedalar, encontramos um pescador que nos explicou que a 1,5 km haveria uma estrada de chão batido, mas pra chegar nela teriamos que passar as dunas de areia. Bem, era o único jeito, senão ficariamos ali o dia todo. Só que carregar 60 kg na areia fofa, sobre dunas e debaixo de sol de 10:00h não é fácil. E pior é perceber que depois de andar quase 2,5 km ainda faltavam pelo menos 5 km, no que se podia enxergar, fora os outros que poderiam ter além das próximas dunas. Aquilo realmente desanimou geral e o jeito foi achar um caminho pra praia, montar acampamento e esperar a maré secar para se ter condições de pedalar. Esse trecho era composto com baías com as pontas de pedras, que com a maré cheia as ondas batiam nelas e impedia a passagem, principalmente com as bicicletas carregadas.

Ficamos das 11:00 as 15:00 na praia, fizemos uma sombra com a vela de uma jangada e alguns troncos largados por lá, fizemos almoço, Felippe foi ler e eu (Dan) dormir. Não aguentávamos mais esperar e percebemos que mesmo com a maré baixa não daria pra passar por umas pedras que tinha logo em frente. Então decidimos empurrar as bicicletas dunas acima pra passar por esse trecho e mais a frente vimos que novamente não daria pra passar, era preciso a maré baixar mais ainda. O jeito foi parar novamente, ler um livro e esperar. Logo que deu, subimos na bike e fomos embora, mas já estava escurecendo e não foi possível pedalar por muito tempo, esse trecho também havia muitas pedras e era perigoso o trajeto, fora o desgaste gigante do dia de ter que carregar as bicicletas por alguns quilômetros sobre dunas.

Quando escureceu de vez, chegamos em Caiçara do Norte. Foi um alívio chegar e sem perder tempo fomos no mercado para comprar suprimentos, já estávamos quase sem água e praticamente nada de comida, somente goiabada, que foi o prato do dia todo. Logo depois de reabastecidos fomos indicados pra ficar na pousada Paraiso Florido, que já tinhamos visto pela praia, pois é beira mar.

Pousada Paraíso Florido

Fomos muito bem recebidos por Gustavo e Benalva na pousada Paraíso Florido. A pousada tem estrutura realmente muito boa, os quartos são realmente muito grandes, na verdade são dois ambientes com direito a copa com armários, balcão, pia, mesa e cadeiras. A área exterior é espaçosa também com mesas e cadeiras, pontos de rede, árvores e grama por todo lado. Também tem uma área mais em baixo junto a praia que é de lazer, com churrasqueira e mesas. Pode-se optar por café da manhã ou não e tem estacionamento bem grande.

Endereço: Rua da Praia 1 – Praia do Farol – São Bento do Norte
Telefone: (84) 9193-3239

Conversamos com eles um pouco, depois eu (Dan) fui escrever os textos do blog e trabalhar um pouco, já que lá funcionava internet e depois dormir.

Algumas fotos abaixo e muito mais no álbum do terceiro dia de viagem Natal – Fortaleza.

Veja o roteiro completo no google maps.

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Natal – Fortaleza – Segundo Dia

Relato do Dia:

11/11/2009 – Acordamos cedo, ajeitamos as coisas rapidamente graças a agilidade que os alforges nos proporciana. Nessa noite, eu (Felippe) dormi muito mal, fora a claridade da luz do bar, pouco antes de dormir tinham algumas pessoas onde estávamos que me deixou em alerta praticamente a noite inteira. Preparamos alguns pães com ovos e para não perder tempo de pedalada em sol brando guardamos pra comer depois. No caminho, muitos pescadores estavam na beira mar, puxando suas redes, toda essa região tem uma pesca muito rica.

São Miguel do Gostoso

Foram 10 km de praia até chegar em Touros, lá passamos em um posto de gasolina para nos abastecer com água. Compramos um galão de 20l enchemos todas as garrafas, somando quase 15l. Para matar uma grande curiosidade, aproveitamos também para pesar nossas bicicletas em uma farmácia, praticamente as duas somaram 31km na parte de traz, e 21kg na parte da frente, estimamos um peso de 60kg. Preparados, pegamos a pista de asfalto, que nos levou até São Miguel do Gostoso, foram 27km até lá.

No caminho passou por nós de carro um homem e disse para passarmos na prefeitura de Gostoso, chegando lá primeira coisa que fizemos foi isso e conhecemos propriamente Canidé, secretário de administração da prefeitura. Com muita simpatia conversou conosco sobre a viagem, nos explicou como anda o desenvolvimento urbano da cidade, inclusive das futuras ciclovias que pretendem implementar, mostrou várias fotos aéreas da cidade e nos enviou para um tour de buggy com Jonas na Ponta de Cristo, o paraíso do kitesurf. E como não bastasse, na volta ainda nos levou pra almoçar com os funcionários da prefeitura, batemos um papo legal com comida “gostosa” que só.

As 3 horas, conforme combinado por conta da maré que estava abaixando, nós saimos. Mas foi só pedalar 5 km que nos deparamos com um banco de areia fofa que tivemos que subir, não havia caminho por baixo devido as pedras, o jeito foi carregar a bicicleta os 2 km. No meio do caminho furou o pneu dianteiro de minha bicicleta (Dan), mas rapidamente trocamos a câmara de ar e prosseguimos. No final vislumbramos um maravilhoso por do sol em cima das pedras, tiramos algumas fotos e partimos já quase a noite. As praias dessa região são realmente muito bonitas, com pedras de diversos tamanhos no meio da praia, e como pegamos já o fim do dia, as cores do sol refletindo na água nos chamaram muito a atenção (veja no vídeo).

Quando escureceu mesmo estávamos num pedaço com muitas pedras e pedalávamos em cima delas. Seria muito perigoso continuar o pedal a noite, então decidimos parar num ponto de apoio, que era uma casa de pescador à beira mar. Montamos acampamento e mais um dia se foi, foram 49 km pedalados, mas com o dia cheio de “atrações”. O roteiro da viagem atrazara em pouco mais de 70km, nós iremos tentar recuperar no dia seguinte.

Mais fotos abaixo e todas as fotos no nosso álbum.

Roteiro completo do 2º dia no google maps.

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Natal – Fortaleza – Primeiro Dia

Relato do dia:

Terça feira, dia 10 de Novembro, o dia que nos despedimos de Natal, as 6:00h da manhã toca o despertador, resta arrumar todas as coisas, nos despedir e cair na estrada, foi nosso último café da manhã com a família de Paulo, seu pai Eduardo, sua mãe Norma e irmã Renata. Acho que foi uma das despedidas mais difíceis, a forma de como fomos recebidos fez com que nos apegássemos bastante, mas tinha que continuar a viagem.

Nosso amigo Marcos Lemos, falou que iria nos acompanhar na saída de Natal, por volta das 7:00h ele tinha aparecido na casa de Paulo e nos ajudou a arrumar as últimas coisas. As 9:00h saímos, um pouco tarde mas é normal em todo inicio de viagem. Partimos do bairro capim macio em direção a via costeira que ainda não conhecíamos, a emoção toma conta em toda saída, muitas fotos e também agora filmando todos nos nossos pedais, rs!

Pouco mais de 15km já estávamos atravessando o município de Natal, pela ponte Newton Navarro, e entrando em Redinha, dali seguiríamos até a praia de Genipabu. No caminho um percurso muito bonito composto pelas dunas de areias claras do estado do Rio Grande do Norte, muito utilizada pelos buggeiros com os passeios turísticos, questionado por várias questões de impacto ambiental. Chegando na praia de Genipabu, nos despedimos de Marcos e daqui seguiria novamente eu e Danilo. Pegamos um pequeno trecho de praia para acessar a estrada que no levaria até a balsa do Rio Goiabeira, mais parecida com uma jangada movida a força humana. Ao chegar lá de imediato um rapaz que é guia turístico fala, “ei rapaz, eu vi vocês na televisão!”, caímos na gargalhada e perguntamos o que ele tinha achado e ficamos conversando com ele, tinha comentado que tinha visto um japonês que tava viajando de bicicleta e também um brasileiro que saíra de Aracaju, e havia passado a 5 dias atrás pelo mesmo lugar, ainda não descobrimos quem é esse.

Seguimos com a viagem, passamos pela praia de Pitangui e pouco mais a frente em um trevo viário sem querer saímos da rota, era para termos virado sentido praia de Jacumã, mas logo a frente perguntamos e retornamos, porém tivemos que pegar uma subida nada muito agradável. Passávamos novamente por um trecho de dunas de areias claras, parecia um deserto com o sol das 11:00h, a luz refletida pela areia era muito forte e ao mesmo tempo muito bonita.

Continuamos pedalando, mesmo com o sol forte, nós queríamos cobrir uma distância de 100km, a intenção era chegar em São Miguel do Gostoso. Mais a frente começou a dar fome e então resolvemos parar, nós estávamos na praia de Muriu, procuramos um local com sombra para poder fazer nosso almoço e encontramos uma pousada na beira da praia, lá estava sentado um rapaz e então eu fui perguntar para ele se tinha algum problema em sentarmos nas mesas que tinha na área externa para comer e descansar, ele falou que tudo bem, entramos com nossas bicicletas mega carregadas, despertando a curiosidade dele, perguntou de onde vínhamos, para onde íamos e assim começamos a conversar, seu nome é Junior, mora no Rio de Janeiro e estava hospedado com sua esposa naquela pousada. Ficamos um tempão conversando, trocando experiências e histórias, ainda comemos deliciosos pastéis que camarão que eles nos ofereceram.

Descansados e de barriga cheia, nos despedimos e seguimos viagem, chagamos no município de Maxaranguape, já estava bem no final do dia e ainda estávamos longe do destino pretendido. A estrada de barro não ajudava muito, então resolvemos ir para praia, a maré estava seca, permitia a pedalada e o vento está sempre a favor. Desfrutamos de um belo por do sol e continuamos o pedal até onde podia, passamos pelas praia de Carnaúbas, Maracajau, Zumbi e chegamos na praia de Rio do Fogo, já era noite, a visibilidade estava baixa então resolvemos parar, foram aproximadamente 80km, montamos o acampamento em um bar que tinha um chuveiro para tomar banho, jantamos e fomos dormir para continuar viagem no dia seguinte.

Veja todas as outras fotos do primeiro dia da viagem aqui.

Veja o roteiro do primeiro dia da viagem no google maps.

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Ciclomobilidade Natal

Uma das vertentes do Projeto 4 Pedais é a análise do desenvolvimento das principais cidades do mundo em relação ao uso da bicicleta como meio de transporte. Depois de 3 meses pensando em como esse trabalho iria ser realizar, o projeto piloto acaba de ficar pronto, tendo a cidade de Natal – RN como primeiro objeto de estudo.

Para atingir os resultados foram pedalados aproximadamente 250km nas principais regiões da cidades, onde se concentram a maior parte dos serviços e dos deslocamentos, visitas em grandes estabelecimentos comerciais e parques.

Como produto da pesquisa foi feito um relatório da cidade e também 3 vídeos documentando a pedalada e algumas áreas visitadas. O primeiro da à introdução a cidade de Natal, com alguns dados estatísticos e fala da importância dos estacionamentos para bicicletas nos estabelecimentos comerciais. O segundo flagra alguns ciclistas pedalando pela cidade revelando um edifício educacional como uma linha de desejo de deslocamento e também sobre a proibição da circulação de bicicletas no parque das dunas. O Terceiro se trata de uma pedalada de reconhecimento pela cidade de Natal, com a participação do cicloativista Marcos Lemos falando sobre a importância do uso da bicicleta na cidade.

Faça o download do Relatório.

 

 Vídeos:

 

 

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Uma semana em Natal

02 a 10/11/2009- Chegamos em Natal em pleno feriado, dia 2 de novembro. Eu (Danilo) cheguei a tarde e queria passar a noite num albergue famoso em Ponta Negra, tinha ouvido coisas boas sobre. Do aeroporto iria pegar um ônibus, mas logo conheci dois alemães e rachamos o taxi até lá. Fiquei no albergue descansando e a noite saímos pra conhecer a área. Por volta das 22h Felippe chegou, em uma viagem muito desconfortável com uma conexão muito demorada no aeroporto de Salvador, mas felizmente uma amiga de Aracaju, Érica, que estava passando uns dias em Natal lhe ofereceu uma carona do aeroporto até Ponta Negra e também aproveitar para bater um papo, colocar os assuntos em dia, nós conhecemos também suas primas, Drika e Renata.

Passamos a noite no albergue e no dia seguinte fomos para casa de Paulo, nosso host pelo CouchSurfing. Foi ótimo ficar na casa dele, os pais e irmãs são pessoas incríveis. Compartilhamos vários momentos juntos e realmente nos sentimos parte da família. Conhecemos também Carlinhos, irmão de Norma, mãe de Paulo. Ele conseguiu uma entrevista com a InterTV Cabugi, filiada da Rede Globo no Rio Grande do Norte, confira a matéria abaixo.

Esses dias em Natal, foi também o momento de colocar em prática o projeto piloto “primeiras impressões”, a análise urbana sobre o uso da bicicleta na cidade. Eu (Felippe César), saí praticamente a semana inteira pedalando, fotografando, filmando e conversando com os ciclistas da cidade, inclusive fui para os passeios noturnos de bicicleta que acontece na cidade, promovido pelos grupos Eco Bikers e Rapadura Biker, todas as terças e quintas com saída as 20h do posto texaco da “rota do sol”. Na quinta-feira , dia 05, reencontrei Sekiji, o Japonês que hospedei em Aracaju, muito bem recebido pelas pessoas de Natal, que também deu entrevista na tv. Ainda na quinta, tive o imenso prazer de conhecer Marcos Lemos, cicloativista e militante da bicicleta na cidade de Natal, ele me falou muito sobre a cidade, facilitando bastante o meu trabalho.

     

As pessoas perguntam como podemos ficar 6 anos longe da família, e a resposta é fácil, vocês são nossa família. O fato de compartilhamos nas casas que ficamos é como se a necessidade de afeto familiar fosse relativamente suprida, claro que nunca é como nossas famílias de verdade, mas com certeza é um suporte fundamental para aguentar o tranco.

ArteSilk – Serigrafia e Comunicação Visual

Estávamos pensando já a um tempo em fazer uns adesivos legais pra deixar com aqueles que nos ajudam como forma de agradecimento, também adesivos com o site para colocar nas bicicletas e estampar a logo e site nas costas de nossas camisetas de ciclismo. Tudo isso a gente fez na ArteSilk, com o Vinicius, que fez um preço especial e nos atendeu muito bem.

Telefone: (84) 3082-4493
Endereço: Rua Carlos Chagas, 3470, lj 17 – Candelária – Natal

Em Natal eu (Dan) troquei os pneus de minha bicicleta e o pessoal da BikeSport conseguiu um preço especial. Caso você esteja passando por lá vale a pena conferir a loja.
Telefone: (84) 3211-4204
Endereço: Av. Bernardo Vieira, 3563 – Lagoa Seca – Natal

Saímos vários outros dias com Paulo e outras pessoas do CouchSurfing para conhecer a cidade. Na sexta-feira, dia 06, nosso amigo Bruno Conrado, que nos acompanhou no trajeto João Pessoa – Natal, esteve na casa de Paulo para pegar suas coisas e voltar para São Paulo, fizemos uma pequen despedida e em seguid levamos ele ao aeroporto. Na outra segunda, dia 9, nos preparamos para cair na estrada. Dia 10 tivemos um café da manhã delicioso com a família, batemos a foto oficial coletiva e partimos!

Algumas fotos dos dias em Natal abaixo e todas aqui.

   

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João Pessoa – Natal – Segundo dia

O céu começa a clarear, o sol começa a aparecer, são 5:00h, um dia muito bonito, acordar com um visual desse é fantástico, tiramos algumas fotos para registrar o momento e compartilhá-lo. O combinado no dia anterior foi sai cedo, fazer no máximo um lanche e sair para evitar o sol escaldante, deixar para tomar café mais pra frente.

E foi assim que fizemos, as 6:00h já estávamos pedalando, havia algumas pessoas na rua também, crianças principalmente, pequenos ciclistas, ficamos sempre muito felizes ao vê-los, pois eles serão o futuro, nos substituirão. Logo a frente encontramos uma padaria e decidimos comprar pão para fazer o café da manhã, nós já sabíamos que bem próximo teria uma travessia de rio e seria possível comer sem perder tempo.

Chegamos na Barra de Mamanguape, caracterizada pelo encontro do Rio Tinto com o oceano atlântico, esse rio divide os municípios de Lucena e Rio tinto. Na Barra também possui um projeto Peixe-boi, mas não foi possível visitar devido ao horário que passamos, além disso, é uma região que possui várias aldeias indígenas. Ao chegarmos à beira do rio um rapaz veio nos acompanhando de moto, ele sabia que nós iríamos atravessar, e ele é um dos que fazem essa travessia, perguntamos quanto custava a travessia e ele queria cobrar absurdos R$ 15,00 por pessoa, de imediato questionamos o valor, pois em toda a viagem o máximo que pagamos foi R$ 3,00, ficamos um bom tempo tentando negociar e mesmo assim não chegamos a um acordo justo, mas mesmo assim conseguimos tirar R$ 7,00 do valor proposto por ele e como não podíamos ficar lá parados, colocamos as bicicletas em uma canoa e subimos em um barco a motor que a puxava.

Atravessamos o rio e seguimos, esse trecho tinha muita areia fofa e ainda por cima o rapaz que nos deu a informação para onde deveríamos seguir foi muito superficial e acabou que nós ficamos rodando feito barata tonta e para piorar a situação, o bagageiro de Dan quebrou, felizmente fizemos uma gambiarra máster e deu para continuar a viagem, ficamos pouco mais de uma hora nesse processo, o desgaste mental foi muito grande e físico pior ainda, mas depois conseguimos achar o caminho certo e continuamos.

Esse trecho é composto por vilas indígenas, pessoas muito receptivas e sempre com um sorriso no rosto, principalmente as crianças.  Num momento quase pegamos o caminho errado, e um grupo de indígenas nos avisou o caminho certo, a surpresa foi que eles comentaram que se continuassemos, nós seriamos comidos pelos índios! Nossa, tudo bem que foi exagero mas que eu (Dan) fiquei pensando naquilo por alguns minutos fiquei! Depois, foram pouco mais de 5km até chegar na pista de asfalto, Bruno, o que mais reclamava da areia, foi também o que mais comemorou quando chegamos no asfalto. A partir desse ponto, à 3.5km já estava Baia da Traição, decidimos almoçar por lá e descansar um pouco.

Saindo da Baía da Traição pedalamos quase 15km de estrada de terra e de brinde veio algumas subidas, foi mais um dia de grande dificuldade e ainda não tinha acabado. Bem, ao menos a paisagem era bonita e com algumas surpresas, uma delas foi um riacho que encontramos possibilitando um banho refrescante. Após isso, logo mais a frente estava Barra do Camaratuba, era só pegar uma balsa e estávamos a um passo do estado do Rio Grande do Norte.

Como tínhamos pedalado muito pouco, apenas 30km, decidimos pedalar a noite pela praia, era noite de lua cheia e a maré estaria secando por volta das 20:00h, jantamos, descansamos um pouco e partimos. Mal sabíamos o quanto difícil seria esse percurso, apesar da maré seca, haviam muitos trechos com areia fofa, isso nos obrigou muitas vezes empurrar a bicicleta.  Dos 12km percorridos, 4km foram carregando a bicicleta. Para piorar a situação o bagageiro da bicicleta de Bruno quebrou, as mochilas improvisadas, as quedas, o excesso de peso e o sacode da bicicleta forçou demais a estrutura dele e acabou rompendo. Não tinha condições de voltar, o jeito era distribuir a bagagem dele entre nós e fazer uma gambiarra no bagageiro para chegar na cidade mais próxima.

E finalmente chegamos na divisa do estado da Paraíba e Rio Grande do Norte, o rio Sagi divide os 2 estados, para atravessá-lo tivemos que esvaziar as bicicletas e ir atravessando uma por uma. Nossa situação estava bem complicada, com quase nada de água e muito cansaço, não tinha como acampar na praia, mas por sorte mais a frente havia uma cidade e foi onde comemoramos! Ali decidimos comer e dormir, o dia tinha sido uma grande prova de resistência.

Veja o roteiro completo do segundo dia aqui (Google maps), vejam também todas as fotos do segundo dia da viagem e comentem o post! =)

O céu começa a clarear, o sol começa a aparecer, são 5:00h, um dia muito bonito, acordar com um visual desse é fantástico, tiramos algumas fotos para registrar o momento e compartilhá-lo. O combinado no dia anterior foi sai cedo, fazer no máximo um lanche e sair para evitar o sol escaldante, deixar para tomar café mais pra frente.

E foi assim q fizemos, as 6:00h já estávamos pedalando, havia algumas pessoas na rua também, crianças principalmente, pequenos ciclistas, fico sempre muito feliz ao vê-los, pois eles serão o futuro, nos substituirão. Logo a frente encontramos uma padaria e decidimos comprar pão para fazer o café da manhã, nós já sabíamos que bem próximo teria uma travessia de rio e seria possível comer sem perder tempo.

Chegamos na Barra de Mamanguape, caracterizada pelo encontro do Rio Tinto com o oceano atlântico, esse rio divide os municípios de Lucena e Rio tinto. Na Barra também possui um projeto peixe-boi, mas não foi possível visitar por conta do horário que passamos, além disso, é uma região que possui várias aldeias indígenas. Ao chegarmos à beira do rio um rapaz veio nos acompanhando de moto, ele sabia que nós iríamos atravessar, e ele é um dos que fazem essa travessia, perguntamos quanto custava a travessia e ele queria cobrar absurdos R$ 15,00 por pessoa, de imediato questionamos o valor, pois em toda a viagem o máximo q pagamos foi R$ 3,00, ficamos um bom tempo tentando negociar e mesmo assim não chegamos a um acordo justo, mas não podíamos ficar lá parado, colocamos as bicicletas em uma canoa e subimos em um barco a motor que a puxava.

Atravessamos o rio e seguimos, esse trecho tinha muita areia fofa e ainda por cima o rapaz que nos deu a informação para onde deveríamos seguir foi muito superficial e acabou que nós ficamos rodando feito barata tonta, para piorar a situação, o bagageiro de Danilo quebrou, felizmente fizemos uma gambiarra máster e deu para continuar a viagem, ficamos pouco mais de uma hora nesse processo, o desgaste mental foi muito grande, mas depois conseguimos achar o caminho certo e continuar.

Esse trecho é composto por vilas indígena, pessoas muito receptivas e sempre com um sorriso no rosto, principalmente as crianças. Foram pouco mais de 5km até chegar na pista de asfalto, Bruno, o que mais reclamava da areia, foi também o que mais comemorou quando chegamos no asfalto. A partir desse ponto, à 3.5km já estava Baia da Traição, decidimos almoçar por lá e descansar um pouco.

Saindo da Baía da Traição pedalamos quase 15km de estrada de terra e de brinde com algumas subidas, foi mais um dia de grande dificuldade e ainda não tinha acabado. Ao menos a paisagem era bonita e com algumas surpresas, uma delas foi um riacho que encontramos possibilitando um banho refrescante. Após isso, logo mais a frente estava Barra do Camaratuba, era só pegar uma balsa e estávamos a um passo do estado do Rio Grande do Norte.

Como tínhamos pedalado muito pouco, apenas 30km, decidimos pedalar a noite pela praia, era noite de lua cheia e a maré estaria secando por volta das 20:00h, jantamos, descansamos um pouco e partimos. Mal sabíamos o quanto difícil seria esse percurso, apesar da maré seca, haviam muitos trechos com areia fofa, isso nos obrigou muitas vezes empurrar a bicicleta. Para piorar a situação o bagageiro da bicicleta de Bruno quebrou, as mochilas improvisadas, as quedas, o excesso de peso e o sacode da bicicleta forçou demais a estrutura dele e acabou rompendo. Não tinha condições de voltar, o jeito era distribuir a bagagem dele entre nós e fazer uma gambiarra no bagageiro para chegar na cidade mais próxima.

Após 12 longos quilômetros chegamos na divisa do estado da Paraíba e Rio Grande do Norte, o rio sagi divide os 2 estados, para atravessá-lo tivemos que esvaziar as bicicletas, quando possibilitava, ou fazer uma força tarefa e ir atravessando bicicleta por bicicleta. Nossa situação estava bem complicada, com pouca água e muito cansaço, não tinha como acampar na praia, por sorte mais a frente havia uma cidade e foi onde decidimos comer e dormir. O dia de hoje foi uma grande prova de resistência.

Veja o roteiro completo do primeiro dia aqui [ http://maps.google.com.br/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-BR&msa=0&msid=101387311344907069619.000476489e637ebe93bb6&ll=-6.626414,-34.962616&spn=0.461753,0.617294&t=p&z=11&lci=org.wikipedia.pt ] (Google maps), vejam também todas as fotos do primeiro dia da viagem.

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