21 e 22/09/2009 – A noite em praia bela começou tão complicada quanto a da noite anterior, as muriçocas estavam a milhão, nem repelente, nem sentinela e nem o tecido da rede intimidava elas, tentamos dormir na rede mas foi praticamente impossível, só tínhamos 2 opções, ficar no desespero a noite inteira ou armar a barraca e dormir tranquilo, foi isso que eu (Felippe) fiz, não aguentei e decidi armar a barraca próximo a praia. Dan ainda tentou driblar as muriçocas armando uma tenda improvisada com algumas cadeiras mas não teve sucesso e depois de muito tempo foi para barraca, isso lhe rendeu as costas completamente picada.
Acordar com o nascer do sol em Praia Bela foi muito bom, aquele visual logo estigou fazer algumas fotos. Hora de arrumar as coisas e continuar a viagem, ao final da arrumação conhecemos um casal do Rio Grande do Sul que passava pela praia, batemos um papo e seguimos.
Menos um ipod, celular, cartão de crédito e vários documentos
Logo a frente nos deparamos com um rio com uma largura e profundidade considerável, não era possível atravessar pedalando então tivemos que levantar as bicicletas para cruzá-lo. A bicicleta de Dan por ser mais leve e também por ser muito complicado retirar a bagagem foi fácil cruzar, a minha, por conta da arrumação possibilitou esvaziá-la e ir em partes. Bicicleta arrumada continuamos a pedalar, mas minutos depois eu percebi alguma coisa estranha, a pochete que ficava abraçada com a bolsa do guidão não estava, foi então que eu percebi que ela tinha caído no rio, Dan ao atravessar não percebeu que ela estava somente apoiada. Decidimos voltar para ver se achávamos alguma coisa, mas eu não tinha esperanças, a força do rio era grande e a maré estava secando, jogando as coisas para dentro do mar.
Ali naquele momento meu dia tinha acabado, na pochete estava meu ipod, celular, cartão de crédito e todos os documentos. Continuamos pedalando, não havia muito o que fazer. Passamos pela praia de nudismo de Tambaba, mesmo vestidos, pois viemos pela praia e não houve necessidade de passar pela fiscalização na entrada. Desanimado, não estava com a menor animação de ficar na praia, só queria pedalar e chegar logo em João Pessoa para começar a resolver minhas perdas, não tem como viajar sem documento e principalmente sem dinheiro. Demos uma parada em um restaurante na entrada de Tambaba e um senhor veio me perguntar logo de onde vinha, ao falarmos do ocorrido ele ofereceu um espaço para acamparmos e ligar para o banco para cancelar o cartão. Ficamos algumas horas lá conversando até que decidimos seguir com a viagem, no dia seguinte era o Dia Mundial Sem Carro e queríamos estar em João Pessoa para participar de alguma atividade que viesse a acontecer.
Seguimos para praia de Coqueirinho para adiantar o dia e dar tempo de chegar em Jampa para o DMSC, mas acabamos passando por ela e continuamos até Tabatinga. O visual dessas praias eram incríveis, até animou Felippe um pouco mais. Cheganho em Tabatinga achamos em bar de praia e logo pedimos para acampar no terreno. O dono nos ofereceu água, uma carona pra cidade para comprar pães e foi bastante hospitaleiro nos chamando para acampar no terreno da pousada, que tinha um pouco mais de estrutura. Porém preferimos ficar no bar mesmo e montar barraca para acampar. Cedo fomos durmir e foi uma noite muito boa, o dia tinha sido triste, mas em viagens como essa não podemos esmorecer com dificuldades, temos que estar abertos a qualquer adversidade.
Segundo dia, chegando em João Pessoa
Como de costume acordamos cedo, preparamos tudo e partimos rumo a João Pessoa. A manhã foi muito agradável, mas o trecho era também cheio de ladeiras. Não existia possibilidade de ir pela areia porque tinha rios, e rio era a última coisa que queríamos ouvir no momento devido a perda do dia anterior. Cada placa que passávamos tiramos fotos, a vontade de chegar em Jampa era muito forte.
E finalmente chegamos! Fomos por toda a orla de João Pessoa e paramos em Tambaú para acessar internet e ver se estava acontecendo alguma coisa do DMSC, mas infelizmente nada ocorria, nem mesmo no site da prefeitura tinha notícias a respeito, nada na mídia, muita decepção. Apesar de ter tido o nome na lista de cidades que estariam oficialmente participando do DMSC, nada aconteceu, nossos lamentos.
Logo após ver isso recebemos um email de André, nosso amigo de Recife dizendo que tinham ligado pra ele falando de uma pochete achada. Incrível, mesmo o celular não funcionando eles acharam um número no bloco de notas e ligaram. Felippe posteriormente foi buscar em praia Bela de carona e conseguiu os documentos de volta. O celular já não estava mais e o ipod não aguentou a água do mar e quebrou.
Encontramos então com Marco Túlio, o nosso host em João Pessoa, não sabíamos até então mas ele era muito envolvido com a bicicleta e já estava acostumado a hospedar pessoas que viajavam de bicicleta. Tivemos um super almoço em família e aproveitamos o restante do dia passeando pela cidade, vendo algumas lojas de bicicleta e conversando bastante com Marco.
Veja mais fotos desses dois dias da aventura Recife – Jampa. Comente e divulgue para seus amigos! =) Em breve mais textos, nesse momento já estamos em Pipa, indo para Natal amanhã.







































































































































































