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Recife – João Pessoa – Os dois últimos dias

21 e 22/09/2009 – A noite em praia bela começou tão complicada quanto a da noite anterior, as muriçocas estavam a milhão, nem repelente, nem sentinela e nem o tecido da rede intimidava elas, tentamos dormir na rede mas foi praticamente impossível, só tínhamos 2 opções, ficar no desespero a noite inteira ou armar a barraca e dormir tranquilo, foi isso que eu (Felippe) fiz, não aguentei e decidi armar a barraca próximo a praia. Dan ainda tentou driblar as muriçocas armando uma tenda improvisada com algumas cadeiras mas não teve sucesso e depois de muito tempo foi para barraca, isso lhe rendeu as costas completamente picada.

Acordar com o nascer do sol em Praia Bela foi muito bom, aquele visual logo estigou fazer algumas fotos. Hora de arrumar as coisas e continuar a viagem, ao final da arrumação conhecemos um casal do Rio Grande do Sul que passava pela praia, batemos um papo e seguimos.

Menos um ipod, celular, cartão de crédito e vários documentos

Logo a frente nos deparamos com um rio com uma largura e profundidade considerável, não era possível atravessar pedalando então tivemos que levantar as bicicletas para cruzá-lo. A bicicleta de Dan por ser mais leve e também por ser muito complicado retirar a bagagem foi fácil cruzar, a minha, por conta da arrumação possibilitou esvaziá-la e ir em partes. Bicicleta arrumada continuamos a pedalar, mas minutos depois eu percebi alguma coisa estranha, a pochete que ficava abraçada com a bolsa do guidão não estava, foi então que eu percebi que ela tinha caído no rio, Dan ao atravessar não percebeu que ela estava somente apoiada. Decidimos voltar para ver se achávamos alguma coisa, mas eu não tinha esperanças, a força do rio era grande e a maré estava secando, jogando as coisas para dentro do mar.

Ali naquele momento meu dia tinha acabado, na pochete estava meu ipod, celular, cartão de crédito e todos os documentos. Continuamos pedalando, não havia muito o que fazer. Passamos pela praia de nudismo de Tambaba, mesmo vestidos, pois viemos pela praia e não houve necessidade de passar pela fiscalização na entrada. Desanimado, não estava com a menor animação de ficar na praia, só queria pedalar e chegar logo em João Pessoa para começar a resolver minhas perdas, não tem como viajar sem documento e principalmente sem dinheiro. Demos uma parada em um restaurante na entrada de Tambaba e um senhor veio me perguntar logo de onde vinha, ao falarmos do ocorrido ele ofereceu um espaço para acamparmos e ligar para o banco para cancelar o cartão. Ficamos algumas horas lá conversando até que decidimos seguir com a viagem, no dia seguinte era o Dia Mundial Sem Carro e queríamos estar em João Pessoa para participar de alguma atividade que viesse a acontecer.

Seguimos para praia de Coqueirinho para adiantar o dia e dar tempo de chegar em Jampa para o DMSC, mas acabamos passando por ela e continuamos até Tabatinga. O visual dessas praias eram incríveis, até animou Felippe um pouco mais. Cheganho em Tabatinga achamos em bar de praia e logo pedimos para acampar no terreno. O dono nos ofereceu água, uma carona pra cidade para comprar pães e foi bastante hospitaleiro nos chamando para acampar no terreno da pousada, que tinha um pouco mais de estrutura. Porém preferimos ficar no bar mesmo e montar barraca para acampar. Cedo fomos durmir e foi uma noite muito boa, o dia tinha sido triste, mas em viagens como essa não podemos esmorecer com dificuldades, temos que estar abertos a qualquer adversidade.

Segundo dia, chegando em João Pessoa

Como de costume acordamos cedo, preparamos tudo e partimos rumo a João Pessoa. A manhã foi muito agradável, mas o trecho era também cheio de ladeiras. Não existia possibilidade de ir pela areia porque tinha rios, e rio era a última coisa que queríamos ouvir no momento devido a perda do dia anterior. Cada placa que passávamos tiramos fotos, a vontade de chegar em Jampa era muito forte.

E finalmente chegamos! Fomos por toda a orla de João Pessoa e paramos em Tambaú para acessar internet e ver se estava acontecendo alguma coisa do DMSC, mas infelizmente nada ocorria, nem mesmo no site da prefeitura tinha notícias a respeito, nada na mídia, muita decepção. Apesar de ter tido o nome na lista de cidades que estariam oficialmente participando do DMSC, nada aconteceu, nossos lamentos.

Logo após ver isso recebemos um email de André, nosso amigo de Recife dizendo que tinham ligado pra ele falando de uma pochete achada. Incrível, mesmo o celular não funcionando eles acharam um número no bloco de notas e ligaram. Felippe posteriormente foi buscar em praia Bela de carona e conseguiu os documentos de volta. O celular já não estava mais e o ipod não aguentou a água do mar e quebrou.

Encontramos então com Marco Túlio, o nosso host em João Pessoa, não sabíamos até então mas ele era muito envolvido com a bicicleta e já estava acostumado a hospedar pessoas que viajavam de bicicleta. Tivemos um super almoço em família e aproveitamos o restante do dia passeando pela cidade, vendo algumas lojas de bicicleta e conversando bastante com Marco.

Veja mais fotos desses dois dias da aventura Recife – Jampa. Comente e divulgue para seus amigos! =) Em breve mais textos, nesse momento já estamos em Pipa, indo para Natal amanhã.

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Palestra na Escola Helena Lubienska

É de praxe sempre que chegar nas capitais dos estados procurar os cicloativistas de plantão, pois eles tem contatos diversos e também é uma ótima troca de experiências. No caso de Recife entramos em contato com o biólogo Lucio Flausino, também “militante” da Bicicletada, que nos ajudou bastante em diversas coisas, uma delas foi a oportunidade de apresentarmos o projeto na Escola Helena Lubienska para um grupo alunos do ensino fundamental e médio. A Partir de Thiago Magalhães, coordenador de um projeto de pesquisa de um grupo de alunos da escola, que tem como proposta a construção de ciclovias nos rios da cidade, aumentando assim a formas de locomoção na cidade, surgiu o interesse para o conhecimento no universo cicloviário.

Foi claro o interesse dos alunos, todos eles debateram o assunto e demonstraram seus pontos de vista em relação a mobilidade urbana das cidades. Inclusive muitos comentaram que gastariam de andar mais de bicicleta e gostaria que o transito fosse mais seguro para poder usar a cidade de uma forma mais humana.

Veja algumas fotos da Palestra na Escola Lubienska.

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Recife – João Pessoa – Primeiro Dia

19/09/2009 – Chegou o dia de partimos de Recife, depois de duas longas semanas a hora havia chegado. No dia anterior, finalmente foi entregue o novo notebook de Dan, foi uma resenha receber esse computador, com a mudança de endereço toda hora fica super complicado receber correspondências. Com tudo pronto, nos despedimos de nossa querida hoster Leila Paiva e caímos na estrada.

Olinda

Subindo o litoral norte de Pernambuco passamos por Olinda, com uma paisagem muito bonita do mar e muitas pessoas fazendo suas caminhadas matinais na orla da cidade, era um sábado de céu limpo e sol forte, perfeito para a ocasião. Até paramos pra tomar um caldo de cana no caminho.

Seguimos até a cidade de Maria Farinha, no caminho havia um grande movimento de ciclistas para todos os lados. Mesmo sem muita infraestrutura, nem mesmo um acostamento decente, ele andavam felizes na pista e nós também, dividindo as ruas com motos, carros, ônibus e até caminhões. Chegando em Maria Farinha pegamos uma balsa, por sinal a mais cara de toda a viagem (2 reais), para atravessar o primeiro rio do dia e entrar na cidade de Nova Cruz. Na balsa conhecemos um casal muito simpático que estava passeando de motocicleta e aproveitando o belo dia e o verão que vem chegando.

Todo esse trecho possui uma beleza natural bastante admirável, com áreas de mangue e também do rio com encontro do mar. Para chegarmos na ilha de Itamaracá passamos por um praia chamada Mangue Seco, muito interessante por possuir areia de cor cinza com águas bem calmas, uma região quase que intocada, possui apenas alguns bares e alguns resorts. Além disso, existe também grande quantidade de pescadores, provavelmente de vilas ribeirinhas.

Coroa do Avião

Seguimos pela praia até a Coroa do Avião para pegar um barco, atravessar o segundo rio e pisar na ilha de Itamaracá. Como a maré estava vazia foi fácil atravessar pra Coroa, caso não estive teriamos que abortar a missão, pois não havia barco para travessia. Chegando na Coroa decidimos fazer um brake para curtir a belíssima paisagem da região, descansar e também almoçar. No bar que ficamos conhecemos um grupo “tri legal” do Rio Grande do Sul que estava passeando pelo estado de Pernambuco, fugindo do frio e curtindo a breve chegada do verão. Fizemos miojo mesmo para economizar, e tivemos sorte que no final o guia do grupo nos ofereceu um peixinho frito que estava uma delícia!

Forte Orange e Projeto Peixe-Boi (IBAMA)

Após o descanso do almoço, pegamos nossas bicicletas e subimos no barco para atravessar para ilha de Itamaracá. A princípio era 7 reais para atravessar de barco cerca de 400 metros e obviamente achamos um absurdo e isso era assim só porque o lugar é altamente turístico, mas conversamos com o dono do barco e depois de muito reclamar ele fez de graça. Ótimo! Lá fomos ao famoso forte Orange para ter uma visão com outra perspectiva, a entrada era 2 reais e mais uma vez conversamos com o segurança e ele liberou a entrada. Após a visita, seguimos para um lugar logo ao lado chamado Projeto Peixe-Boi, mantido pelo IBAMA e com entrada franca, finalmente. O espaço é bem legal, possui cinema, exposição explicativa dos maiores mamíferos do planeta, com alguns fósseis, além dos aquários com os peixes-boi.

O fim do dia estava chegando, decidimos pedalar mais um pouco e parar no final da ilha de Itamaracá, numa praia chamada Pontal da Ilha. No caminho tivemos que atravessar mais um rio e enquanto esperávamos a canoa, revolvemos tomar um banho com os meninos que ali se estavam e se divertir um pouco. Mais uma região com grande beleza natural, rio de água clara com encontro do mar e vegetação de mangue.

Atravessamos para Praia do Sossego e a pouco mais de 5km chegamos em Pontal da Ilha. Procuramos uma casa para ficar, tomamos um banho e jantamos. O dia foi bem tranqüilo, pedalamos aproximadamente 60km em terreno praticamente plano, nada cansativo, apesar que no final do dia sempre ficamos exaustos.

Veja mais alguma fotos do primeiro dia do trajeto Recife – João Pessoa e claro, como sempre, deixe seu comentário, opinião, pitaco, two cents, whatever! =)


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2 semanas em Recife

Dia 02/09/2009 a 16/02/2009 – Ficamos 9 dias na casa de João, ele foi um ótimo host, mesmo tendo que estudar para uma série de provas da faculdade! Praticamente não saimos de casa, trabalhamos bastante em cima do blog, principalmente no projeto, pois agora vamos atrás de patrocínios. Inclusive se vocês queridos leitores tiverem algumas informações ou contatos para que possamos enviar nosso projeto, nós agradeceriamos profundamente! =)

Porto de Galinhas, denovo

Logo no primeiro final de semana em Recife, João recebeu além de nós um alemão (Micha) através do CouchSurfing. Logo fizemos amizade, fomos num encontro CS juntos e decidimos ir para Porto de Galinhas, porém João não pode ir pois estava estudando. Nem levamos a câmera nessa segunda ida a Porto, mas foi divertidissimo passar os dias da abertura de verão lá. Cidade cheíssima, as vezes era até difícil andar na rua, muita mulher bonita (importante), praia e clima agradabilíssimo. Ficamos 2 dias por lá, como não tinha acomodação devido ao fato de estar cheio e tudo absurdamente caro, ficamos no estilo apelidamos junglezera, ou seja, durmimos em qualquer lugar e comemos nos lugares mais baratos, e isso foi ótimo pois economizamos um pouco e pudemos aproveitar a noite de Porto de Galinhas!

Em Recife eu (Dan) eu fiz contato com um amigo do CouchSurfing que conheci em Brasília, o André. Foi ótimo refazer esse contato, além de ser uma pessoa muito legal ele dispôs-se a nos ajudar muito, nos acompanhou em vários lugares durante a semana e no segundo final de semana além de nos hospedar nos levou a Olinda para conhecer.

Fomos em Olinda já no último domingo e foi nesse mesmo dia que ficamos sabendo que tivemos uma matéria publicada no Diário de Pernambuco, contando do Projeto 4 Pedais e também divulgando o Dia Mundial Sem Carro (dia 22 de Setembro, participe!) e da palestra que iriamos dar na Escola Helena Lubienska. Após Olinda fomos conhecer o Recife Antigo, ouvimos um show gratuito da Trombonada na Livraria Cultura e depois fomos no famoso forró de 1 real perto da Torre Malakoff.

Saindo de lá já tarde fomos para casa de Leila, ótima compania que nos hospedou mesmo estando com problemas na coluna. E aqui estamos até agora, amanhã finalmente partimos para João Pessoa pois queremos muito pedalar!

Veja algumas fotos dos dias em Recife, pretendemos colocar mais em breve. E não esqueça de comentar! =)

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Maceió – Recife – 2 dias de Porto de Galinhas

Dia 31/08/09 a 02/09/09 – Segunda-feira, dia 31, Tamandaré – PE, acordamos depois da péssima noite de sono, é hora de fazer o café da manhã, alongar o corpo e pedalar com destino a Porto de Galinhas. O dia estava muito bonito, céu limpo com sol reluzente. Como o litoral alagoano o de Pernambuco também é muito bonito.

As 7:30 já estávamos partindo e mais uma vez tivemos que pegar um caminho pela praia e por sorte a maré estava seca. Saindo de Tamandaré chegamos na praia de Carneiros, ficamos impressionado com a beleza natural dessa praia juntamente com o encontro do rio com o mar, todas as bancadas de recifes e a areia clara moldada pelo movimento do rio e mar, tiramos muitas fotos.

Chegando próximo do píer de onde sai os catamarãs encontramos logo um barquinho que faria nossa primeira travessia do dia para praia do Guadalupe. A aproximadamente 10km fica Barra do Sirinhaém, uma estrada plana com muitas curvas e sol intenso na cebeça. Chegando lá pegamos um outro barco e entramos em um condomínio fechado na praia do Toquinho, ficamos impressionado com o nível das casas de alto padrão, brincamos inclusive que é a Jurere internacional de Pernambuco.

Saindo do condomínio seguimos por uma estrada de terra muito ruim com destino a Serrambi e já estaríamos a um paço da praia de Maracaípe e conseqüentemente Porto de Galinhas. Na metade do caminho encontramos mais 2 hippies que acabara de começar a viagem de bicicleta, Carlos de Maceió e Gabi, detalhe é que eles estavam com as famosas “barra circular” sem marcha. Após muito tempo de pedalada perdemos o sentido de orientação, pois a paisagem não mudava nunca até que entrarmos em um canavial, pensamos logo, “onde é que a gente está?” continuamos a pedalar com o “sol a pino” sempre sentido Leste ou norte pelo canavial até que depois de 30 min chegamos na estrada.

A poucos quilômetros havia um condomínio chamado Enseadinha tivemos que entrar nele para chegar em Maracaípe dessa vez por uma travessia de jangada completamente manual, era a última travessia do dia, somando 3 no total. Chegando lá procuramos um lugar para almoçar, estávamos “azuis de fome”, até agora a pedalada tinha sido bastante exaustante e com muita insolação.

No restaurante conhecemos uma galera que também almoçava, todos ficaram impressionados com nossa aventura, nos deram uma dica para quando chegássemos em Porto de Galinhas procurar o Albergue do Alberto. Mas antes decidimos parar em um dos barzinhos beira mar na praia de Maraca descansar o almoço para seguir viagem. Dando uma volta na praia para tirar algumas fotos fiquei impressionado com a quantidade de “bituca” de cigarro jogada na areia, além de copos plásticos, latas de refrigerante e afins.

“A falta de consciência da população em relação ao meio ambiente ainda é muito grande”.

Seguimos para a praia de Porto de Galinhas direto para o Albergue do Alberto, ao chegar enfrente imediatamente aparece ele e exclama “lá vem o coitado, e não é um só, são dois” caímos na risada. Nós conseguimos um desconto bem legal e decidimos passar a noite por lá, o ambiente era muito agradável. Tivemos a oportunidade de conhecer um hippie muito gente boa chamado Paulo nascido em São Paulo que também esta dando uma volta pelo Brasil, ele saiu do Ceará até Natal de ônibus ou carona, de lá decidiu fazer parte do trajeto a pé! Depois disso andar de bicicleta não parece tanta loucura! Ele contou para nós que é bem exaustante e estava com muitas dores no corpo, nos contou também que estava pensando em comprar uma bicicleta e terminar a viagem com ela, pegou inclusive umas dicas conosco.

Nós ficamos 2 dias em Porto, escrevendo coisas para o blog e pensando sobre o Projeto. Diferente de Maragogi, Porto tem muito mais opção pra quem viaja com pouco poder aquisitivo, tem opção de almoço bom e barato como também hospedagem. Além disso, tem muita gente legal, como um Espanhol chamado Manolo que administra um cyber café com seu belíssimo aquário de água salgada, um ambiente bem aconchegante. São muitas amizades que vamos construindo a cada cidade que passamos. Só temos a agradecer.

Veja mais fotos dos 3 dias que passamos em Porto de Galinhas! Comente!!!

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Maceió – Recife – 2 dias de Maragogi

Dia 28/08/09 e 29/08/09 – Estávamos já bem próximos de Maragogi, então foi acordar, preparar o café (quase sempre com ovos, principalmente por conta de que Lia, na noite anterior nos deixou a vontade para comer os ovos) e partir!

Chegamos à cidade de Porto de Pedras, atravessamos o primeiro rio e percebemos que no exato momento de travessia completa 90km desde a saída de Maceió. Do outro lado a praia era muito bonita, paramos para algumas fotos e pegamos um trecho de estrada de terra. Logo após a praia chegamos à rodovia que vai até Maragogi, o percurso foi tranqüilo e gostoso.

Chegamos em Maragogi relativamente cedo, era 11 da manhã. Paramos logo na praia e para conversar com alguns senhores que ali sentavam e tiramos algumas fotos. Logo fomos procurar internet gratuita em algum hotel, mas nada conseguimos. O jeito foi ir numa lan house mesmo. Um almoço em seguida bem barato, apenas R$5,00 e depois fomos relaxar e ouvir música na sombra de alguns coqueiros na praia.

Nossa primeira impressão de Maragogi foi o alto custo para ficar na cidade, tudo é muito caro, foi muito difícil conseguir acordo nos preços. Além disso, não sei o que aconteceu, mas pedir informações foi extremamente complicado, muitas pessoas nos tratavam com má vontade.

Estávamos na praia discutindo que não seria possível ir ao passeio dos recifes que há em Maragogi devido o preço ser R$ 30,00 cada. Mas por sorte veio um dos guias dos bares a beira da praia e ofereceu o pacote, estávamos com as bicicletas e explicamos a ele que não tínhamos como pagar 30 no passeio, ele muito gentilmente perguntou quanto poderíamos e logo falei 10 cada, exatamente o dinheiro que tínhamos na carteira. Voltou minutos depois e disse que poderia fazer esse preço, mas que não contássemos pra ninguém. Viu? Então não contem pra ninguém vocês também! O passeio dispensa comentários:

No passeio conhecemos Marcus e Carlos que trabalhavam em outros barcos que fazem o passeio. Fizemos amizade e contamos que estávamos viajando de bicicleta e tudo mais, eles gostaram muito da aventura e Marcos acabou arranjando acomodação para nós em Barra Grande, uma praia próxima a Maragogi (4km).

No dia seguinte voltamos a Maragogi, pois ficamos sabendo de um show gratuito na praça e queríamos muito ver. Acabamos conseguindo um preço legal numa pousada e ficamos por lá mesmo, sempre brincamos que quando ficamos em pousada, tiramos dia de folga, pois também Dan tinha machucado o joelho e pé no dia anterior brincando com uma BMX. Aproveitamos um pouco a praia durante o dia e a noite como esperado fomos ao show. Foi legal que por lá encontramos duas meninas do CouchSurfing de Maceió, as duas “Julianas”, batemos um papo descontraído e divertido, foi muito bom revê-las. Os dias de Maragogi estavam terminando, fomos pra casa dormir e preparar para pedalar no dia seguinte!

Veja algumas fotos desses dois dias em Maragogi! Comente viu? Amamos ler seus comentários!

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Maceió – Recife – Primeiro Dia

Dia 27/08/09 – Dia de partir de Maceió, acordamos logo cedo e começamos o processo de arrumação, na verdade ele sempre começa já no dia anterior com a compra de mantimentos e preparação de algumas coisas. Melissa acordou cedo conosco para nos preparar um ovo com cuscuz maravilhoso e logo em seguida, mais ou menos 8 da manhã, partimos pela orla da fantástica cidade de Maceió que tanto nos cativou.

“Tashi delek Melissa!”

Ficamos de nos encontrar com o grupo Ciclistas de Maceió para logo cedo partirmos juntos para Carro Quebrado, que fica no caminho para Recife. Porém para nós é sempre difícil organizar as coisas rápidas logo cedo, leva muito tempo para ajeitar a gambiarra de nossas malas nas bicicletas e acabamos saindo depois. Mas mesmo assim, saímos em ritmo intenso e acabamos nos encontrando na travessia da balsa da cidade de Barra de Sto. Antonio. Era um grupo de mais ou menos 30 pessoas, todos ficaram impressionado com a nossa aventura, muitos deles até brincavam que a partir dali iam nos acompanhar. Saindo da pequena cidade de Barra de Sto. Antonio decidimos pegar um trecho de praia e ir até a praia de Carro Quebrado, chegando lá o grupo Ciclistas de Maceió tinha que retornar, foi muito bom pedalar com um grupo grande, mesmo que por um pequeno espaço de tempo. A partir dali era somente nós novamente, os “jungles” (expressão que costumamos usar para aqueles que topam tudo!). Seguimos curtindo as famosas falésias em um trecho muito complicado. Pela maré estar completamente cheia e ter pouca faixa de terra para pedalar e ainda mais fofa, foi bastante cansativo.

“Minha bicicleta por ter muito peso atrás afundava toda hora, em muitos trecho tive que empurrá-la, para mim foi a parte mais difícil de toda a viagem até agora”. (Felippe César)

Apesar de tudo, foi talvez um dos trechos mais bonitos que pegamos, a composição paisagística do lugar era fantástica. Nos deparamos também com um bando de urubus devorando uma grande tartaruga que havia morrido por ter encalhado em cima dos recifes, foi um momento de fotografias e brincadeiras, mas o urubus nem davam muita bola para nós e continuavam fazendo sua refeição. Durante esse trecho tivemos que empurrar por muito tempo a bicicleta, não era possível pedalar em cima das pedras.

A cada minuto tínhamos uma surpresa na paisagem, em um determinado trecho percebemos uma goteira que saia das pedras, deu inclusive para dar um “golinho” de brincadeira! Outra coisa legal foi a escrita que encontramos talhada na pedra “bike aventura 08/00”. Pouco mais a frente encontramos o lugar perfeito para descansarmos e almoçar, era uma bica de água doce, ótimo para refrescar o dia quente com um banho e dar um cochilo, até uma das pedras do local se tornou um lugar perfeito para uma soneca.


Depois do descanso seguimos nossa viagem pela praia, esse trecho já não era tão difícil, a maré tinha baixado um pouco e deu pra pedalar em um ritmo bom. Passamos por um trecho onde havia algumas casas de veraneio e também uma área de pescadores de massunim. Logo a frente precisamos atravessar um rio de canoa e chegamos em Barra de Camaragibe, fizemos uma parada rápida em um restaurante para colocar o tênis e foi ai que Dan percebeu que havia esquecido o seu no ponto de parada para almoço, ele tirou toda a bagagem da bicicleta e foi atrás do tênis.

“Esse tipo de coisa é bem típica minha. Em quase todo lugar que fico deixo algo, mas lá não podia deixar, viajar sem tênis é complicado, o jeito foi voltar uns 8km em estrada fofa de areia e terra”. (Dan Cortazio)

Após Dan ter pego seu tênis seguimos viagem, era por volta das 16:00h e decidimos procurar a próxima cidade para passar a noite. Ao passarmos em São Miguel dos Milagres não encontramos nenhum local legal, até que paramos na vila de Porto da Rua, lá encontramos Cassiano, o diretor de uma escola municipal que abriu o espaço para nós passarmos a noite. Eles nos contou diversas historias de aventuras que tinha feito, tem inclusive parente no município de Areia Branca – SE, bem próximo de Aracaju.

Fizemos nosso jantar, tomamos banho e fomos em um hotel na beira da praia para tentar entrar na internet. Infelizmente não tinha, porém, para não perder viagem decidimos relaxar ao som de um bom reggae e ver as estrelas. Ao chegar lá conhecemos uma família que tinha ido para Maragogi passar o dia e voltaram para dormir em Porto da Rua, eles nos contaram inclusive que nos viram na estrada poucos quilômetros de Maceió, ficamos impressionados com tanta coincidência, o grupo estava composto por Tiu Biu, Andréa, Ingrid, Bianka e Juliana, foi uma noite de muitas risadas e também de troca de chinelos (Tiu Biu pegou meu chinelo (Dan) e eu peguei o dele, sem perceber!) e assim acabou o dia.

Veja algumas fotos do primeiro dia de aventura de Maceió – Recife e não deixe de comentar! É sempre bom ler seus comentários!

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