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Dois dias em Canoa Quebrada

16 e 17/11/2009 – Não ficamos muito tempo em Canoa, pois já tínhamos a idéia de voltar. Então foram apenas o Domingo da chegada, segunda o dia inteiro e terça partimos pra Fortaleza. Esperamos chegar em Canoa pra poder registrar o estrago da bicicleta de Felippe:

Em Canoa conhecemos alguns nativos e viajantes de muitos lugares. Realmente podemos dizer que Canoa é um lugar cativante, muitas turistas não vão pra ficar 2, 3 dias, mas sim 2, 3 meses. O lugar é fantástico, lindo, ótimo pra pratica de windsurf e kitesurf, a noite é bastante agitada, tem um centro comercial bem completo e as pessoas são muito amigáveis.

No domingo curtimos o dia com nossos hosts e a noite fomos no tradicional luau reggae da barraca Freedom. Na segunda era aniversário de Carina, então fomos pra praia pela manhã e a tarde comemoramos com um almoço muito gostoso! Final de tarde Felippe ficou em casa com nossos hosts e eu (Dan) fui andar pela cidade, conhecendo muitas pessoas interessantes, inclusive hippies, pois gosto muito de ouvir suas histórias.

Terça acordamos cedo, ajeitamos as malas, lanchamos com Carina e Franco e fomos nos encontrar com Isaias, que já havia ido trabalhar, para nos despedir e registrar essas pessoas maravilhosas com uma foto. Depois nos dirigimos ao ônibus que saia 9:30. Quando o encarregado da venda de passagens viu nossas bicicletas, logo veio falando que iria cobrar uma taxa de R$ 10,00 pra cada bicicleta, e a passagem era R$ 16,00. Eu (Dan) como acordo sem muita paciência falei pra Felippe resolver, e com muita “malícia” começou a falar de lei, que não existe uma que permita tal cobrança (apesar que também não existe uma que não proíba, mas isso não foi falado, claro… rs) e que não iriamos pagar tal taxa, que é um absurdo levando em conta que era mais da metade do valor da passagem, etc. Nem precisou muito tempo eles liberaram, falaram que iam resolver isso quando chegássemos em Fortaleza, mas claro que não falaram mais nada e ficou tudo certo. Vivas, chegamos em Fortaleza.

Mais fotos dos dias em Canoa.

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Natal – Fortaleza – Sexto Dia

Empolgação era a palavra do dia. Queríamos muito chegar em Canoa, faltavam ainda 40 km, 10 de asfalto e 30 de praia.

Apesar de acordar um pouco tarde, não foi problema, pois a maré ainda estava secando. Quando alcançamos a praia ficamos impressionado com tanta beleza. As falésias, as piscinas naturais, as cores, as pedras na praia compunham uma paisagem inesquecível. Apesar do trecho ter sido difícil, foi bastante recompensador.

Canoa Quebrada, bicicleta quebrada

Talvez o maior perrengue tenha sido esse. Faltando 16 km de praia pra chegar em Canoa, o câmbio da bicicleta de Felippe arrebentou e junto levou os alguns raios e acabou empenando a jante também. O que impossibilitava andar na bici! Não tinha outra alternativa a não ser empurrar a bicicleta debaixo do sol do meio dia os 16 km ou pedir carona. Claro que fomos na segunda opção e um nativo, guia turístico de Canoa, que passava por ali de pick up, nos levou. O alívio foi grande…

Isaias, o nativo, foi super gente boa conosco, do começo ao fim. Quando chegamos em Canoa, almoçamos juntos e por lá chegou também sua esposa Carina e filho Franco. Conversamos um monte e Isaias nos chamou pra ficar em sua casa em Canoa. Sem hesitar aceitamos o convite, é sempre bom conviver com as pessoas da terra.

Veja mais fotos abaixo e todas as fotos do sexto dia do percuso Natal – Fortaleza no Picasa.

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João Pessoa – Natal – Primeiro Dia

6:00 h da manhã, hora de acordar, deveríamos acordar mais cedo, é verdade, mas como fomos dormir muito tarde no dia anterior, demos uma folga a nós mesmos, afinal de contas, não adianta pedalar cansado. Fomos fazer os últimos preparativos, tomar café, nos despedir de todos e partir para estrada, dessa vez com o grupo maior, além de Bruno Conrado, nosso colega “Marcos Preto” iria nos acompanhar até a Praia de Pipa.

Foi somente as 9:00h que começou a pedalada, sempre sentido norte. Seguimos na direção de Cabedelo, município da região metropolitana de João Pessoa, para atravessar o Rio Paraíba em um meio de transporte um tanto quanto peculiar que apelidamos de “barcônibus” (literalmente um ônibus que virou barco). Pisamos no distrito de Costinha e seguimos em direção ao Santuário de Nossa Senhora da Guia localizada num dos pontos mais altos do município de Lucena. Lá apreciamos a beleza da igreja e o bom momento para tirar fotos. Nesse meio tempo, percebemos que o pneu da bicicleta de Bruno estava esvaziando, achávamos que tinha furado mas o problema era da câmara de ar, rapidamente trocamos e seguimos a viagem.

Curiosidade

“Os carmelitas chegaram à Paraíba em 1591. Depois de fundarem o convento e a igreja de Nossa Senhora do Carmo, no Centro de João Pessoa, eles iniciaram uma missão ao norte do Rio Paraíba, no alto de uma colina, local onde existia uma povoação indígena, para realizar um trabalho social e catequético com os nativos. A construção da igreja de Nossa Senhora da Guia teve início no final do século XVI e foi concluída na segunda metade do século XVIII.

É uma construção sólida em pedra calcária, com um efeito plástico que caracteriza o estilo barroco tropical (uma das únicas do gênero no Brasil). Já no interior da igreja há obras de arte no estilo rococó. Com a saída dos carmelitas, em meados do século XIX, o Santuário ficou em ruínas e o convento foi demolido, ficando apenas os alicerces e as amarrações do telhado.

Na década de 80 do século passado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) restaurou a igreja e reurbanizou toda a área adjacente do prédio, recuperando as características do Santuário de Nossa Senhora da Guia nos tempos do período colonial. Hoje o Santuário voltou a ser administrado pelos frades carmelitas.” (fonte: www.arquidiocesepb.org.br)

Muita areia fofa

Marcos foi nosso guia durante toda essa parte inicial, nos levando por uma trilha muito bonita, apesar das dificuldades por ser algumas vezes estrada de areia. Esse era o melhor caminho que tínhamos, evitando a BR 101 e um grande trecho de praia com algumas travessias de rios.

Eu (Felippe) gosto sempre de pensar que é melhor pedalar por caminhos inusitados e com certas dificuldades por conta das surpresas que vamos encontrando. Após as primeiras horas de pedalada e duas quedas, a primeira foi Dan voando da bike quando descia um barranco e a segunda foi Bruno passando por areia fofa, encontramos um rio de água fria e límpida, acompanhado de uma bela árvore bastante convidativa para um descanso e um lanche, pois além do mais, nosso amigo Bruno já implorava por uma parada, seu primeiro dia de viagem estava sendo bastante intenso.

Seguimos a viagem, subindo e descendo ladeira, correndo pela areia fofa, muitas vezes empurrando a bicicleta, com o sol na cabeça, mas depois de cada curva uma surpresa, pausa para tirar fotos e tomar uma água, esses são nossos prêmios. Estavamos quase na beira da praia, tínhamos apenas que cruzar um trecho de mata atlântica, muito agradável, que sobreviveu as plantações de cana de açúcar. A Praia de Campina, nossa parada de fim de dia, estava bem próxima, a apenas 5km.

Chegar próximo do mar é sinônimo de renovação do ânimo, amenizando inclusive um pouco a fome que estávamos. Subimos um morro e nos deparamos com um visual fantástico, marcado pelas falésias do litoral paraibano, de lá já avistávamos a Praia de Campina. Em alguns minutos chegamos e logo achamos uma casa de veraneio desocupada perfeita para passar a noite. Fizemos nosso almoço e após a refeição o sol começou a se por com o céu alaranjado. Só resta tomar banho e dormir, o saldo do dia foi de apenas 45km, mas com um nível de dificuldade bastante considerável.

Veja o roteiro completo do primeiro dia aqui (Google maps), vejam também todas as fotos do primeiro dia da viagem.

Queremos saber a sua opinião a respeito do novo layout do texto, que traz um espaço de curiosidade e também sobre o que achou do roteiro online da viagem. Comentem! =)

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