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Natal – Fortaleza – Primeiro Dia

Relato do dia:

Terça feira, dia 10 de Novembro, o dia que nos despedimos de Natal, as 6:00h da manhã toca o despertador, resta arrumar todas as coisas, nos despedir e cair na estrada, foi nosso último café da manhã com a família de Paulo, seu pai Eduardo, sua mãe Norma e irmã Renata. Acho que foi uma das despedidas mais difíceis, a forma de como fomos recebidos fez com que nos apegássemos bastante, mas tinha que continuar a viagem.

Nosso amigo Marcos Lemos, falou que iria nos acompanhar na saída de Natal, por volta das 7:00h ele tinha aparecido na casa de Paulo e nos ajudou a arrumar as últimas coisas. As 9:00h saímos, um pouco tarde mas é normal em todo inicio de viagem. Partimos do bairro capim macio em direção a via costeira que ainda não conhecíamos, a emoção toma conta em toda saída, muitas fotos e também agora filmando todos nos nossos pedais, rs!

Pouco mais de 15km já estávamos atravessando o município de Natal, pela ponte Newton Navarro, e entrando em Redinha, dali seguiríamos até a praia de Genipabu. No caminho um percurso muito bonito composto pelas dunas de areias claras do estado do Rio Grande do Norte, muito utilizada pelos buggeiros com os passeios turísticos, questionado por várias questões de impacto ambiental. Chegando na praia de Genipabu, nos despedimos de Marcos e daqui seguiria novamente eu e Danilo. Pegamos um pequeno trecho de praia para acessar a estrada que no levaria até a balsa do Rio Goiabeira, mais parecida com uma jangada movida a força humana. Ao chegar lá de imediato um rapaz que é guia turístico fala, “ei rapaz, eu vi vocês na televisão!”, caímos na gargalhada e perguntamos o que ele tinha achado e ficamos conversando com ele, tinha comentado que tinha visto um japonês que tava viajando de bicicleta e também um brasileiro que saíra de Aracaju, e havia passado a 5 dias atrás pelo mesmo lugar, ainda não descobrimos quem é esse.

Seguimos com a viagem, passamos pela praia de Pitangui e pouco mais a frente em um trevo viário sem querer saímos da rota, era para termos virado sentido praia de Jacumã, mas logo a frente perguntamos e retornamos, porém tivemos que pegar uma subida nada muito agradável. Passávamos novamente por um trecho de dunas de areias claras, parecia um deserto com o sol das 11:00h, a luz refletida pela areia era muito forte e ao mesmo tempo muito bonita.

Continuamos pedalando, mesmo com o sol forte, nós queríamos cobrir uma distância de 100km, a intenção era chegar em São Miguel do Gostoso. Mais a frente começou a dar fome e então resolvemos parar, nós estávamos na praia de Muriu, procuramos um local com sombra para poder fazer nosso almoço e encontramos uma pousada na beira da praia, lá estava sentado um rapaz e então eu fui perguntar para ele se tinha algum problema em sentarmos nas mesas que tinha na área externa para comer e descansar, ele falou que tudo bem, entramos com nossas bicicletas mega carregadas, despertando a curiosidade dele, perguntou de onde vínhamos, para onde íamos e assim começamos a conversar, seu nome é Junior, mora no Rio de Janeiro e estava hospedado com sua esposa naquela pousada. Ficamos um tempão conversando, trocando experiências e histórias, ainda comemos deliciosos pastéis que camarão que eles nos ofereceram.

Descansados e de barriga cheia, nos despedimos e seguimos viagem, chagamos no município de Maxaranguape, já estava bem no final do dia e ainda estávamos longe do destino pretendido. A estrada de barro não ajudava muito, então resolvemos ir para praia, a maré estava seca, permitia a pedalada e o vento está sempre a favor. Desfrutamos de um belo por do sol e continuamos o pedal até onde podia, passamos pelas praia de Carnaúbas, Maracajau, Zumbi e chegamos na praia de Rio do Fogo, já era noite, a visibilidade estava baixa então resolvemos parar, foram aproximadamente 80km, montamos o acampamento em um bar que tinha um chuveiro para tomar banho, jantamos e fomos dormir para continuar viagem no dia seguinte.

Veja todas as outras fotos do primeiro dia da viagem aqui.

Veja o roteiro do primeiro dia da viagem no google maps.

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João Pessoa – Natal – Terceiro Dia (Pipa)

Acordei (Felippe) por volta das 6:00h com Marcos tirando foto do nosso “acampamento”, o dia estava muito bonito, acordar na beira do mar é fantástico, como sempre. Bruno e Dan ainda dormiam, então decidi com Marcos dar uma volta pela pequena cidade, mais parecida com uma vila de pescadores. Fomos atrás de uma padaria para comprar pão e tomar café da manhã, nesse meio tempo encontramos uma pousada construída com bambu em cima de um morro, ficamos admirados e paramos um bom tempo tirando fotos e por conta disso perdemos a oportunidade de comprar o pão, que era vendido por um motociclista que vinha de outra cidade, então fomos a um mercadinho para comprar uns bolinhos e comer acompanhado de um café muito bom que Alex, a pessoa que nos deu apoio em Sagi, nos ofereceu.

Na volta para o nosso “acampamento” ainda nos deparamos com uma cena que me lembrou muito, acredito que a infância de todos nós, quando demos nossas primeiras pedaladas sem rodinhas! Foi muito bonito ver isso e registrar esse momento, o mais novo ciclista da cidade, como seria bom se em nossas cidades as crianças pudessem pedalar tranquilas para as escolas, praças e parques!

Tudo pronto, hora de pedalar e pela praia novamente, os caminhos que tinham fora dela eram ruins e muito longe, foi até melhor, desse jeito deu para curtir mais a viagem, respirando a brisa do mar, assistindo ao voo rasante de um urubu, apreciando a beleza dos recifes e fotografando até chegar na famosa praia de Baia Formosa, 12km a nossa frente.

Chegando à ponta da Baia nos deparamos com a grande quantidade de barcos de pescadores ancorados uma imagem muito bonita acompanhada das dunas de areia clara ao fundo, mas ao andarmos mais um pouco começamos a sentir um cheiro horrível, lembrando esgoto, pouco mais a frente existia uma queda d’agua pluvial que se tornara de esgoto. Dan todo animado já foi pensando em tomar banho quando ouve os pescadores gritando:  “Ei rapaz, quer morrer é? Essa água é poluída!”. Bem isso foi triste, além de perder a chance de um banho refrescante, ver esgoto indo direto pro mar é realmente lamentável.

Continuamos o pedal, foram mais 10km pela Baia Formosa com a maré enchendo e partes de areia fofa, tornando a pedalada muito corrida. Eu e Marcos seguíamos a frente enquanto Dan e Bruno vinham bem atrás. Dan carregava a mochila de Bruno nas costas e com a areia fofa sofreu pra chegar, e Bruno já vinha cansado dos dias anteriores, e chegou com cara de acabado, a pedalada nessa parte realmente foi difícil. Já estávamos todos com muita fome e Pipa ainda estava a 15km.

Paramos para descansar um pouco e apreciar os kite surfistas que ali estavam, ficamos sabendo depois que ali é um ponto muito bom para a prática desse esporte, como também acontecem campeonatos mundiais. Seguimos em direção a balsa, para travessia do rio Curimataú – Barra do Cunhaú, de lá pedalamos mais 3.5km e chegamos em Sibaúma, encontramos um lugar para almoçar e descansar.

De Sibaúma para Pipa eram mais 9km, dessa vez pelo asfalto, os sorrisos já estavam no rosto, estamos quase chegando, era o momento de tomar uma cervejinha, descansar e aproveitar o final de semana na praia. Todas as placas que passávamos nós parávamos para tirar foto, rs. Quando chegamos em Pipa fomos muito bem recebido, com gritos do tipo “Bora Brasil!!!” e também aplausos de algumas pessoas que estavam na rua, foi uma emoção enorme, deu para esquecer todo o cansaço do dia.

Veja o roteiro completo do terceiro dia aqui (Google maps), vejam também todas as fotos do terceiro dia da viagem.

Aproveite também para deixar seu comentário.

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João Pessoa – Natal – Segundo dia

O céu começa a clarear, o sol começa a aparecer, são 5:00h, um dia muito bonito, acordar com um visual desse é fantástico, tiramos algumas fotos para registrar o momento e compartilhá-lo. O combinado no dia anterior foi sai cedo, fazer no máximo um lanche e sair para evitar o sol escaldante, deixar para tomar café mais pra frente.

E foi assim que fizemos, as 6:00h já estávamos pedalando, havia algumas pessoas na rua também, crianças principalmente, pequenos ciclistas, ficamos sempre muito felizes ao vê-los, pois eles serão o futuro, nos substituirão. Logo a frente encontramos uma padaria e decidimos comprar pão para fazer o café da manhã, nós já sabíamos que bem próximo teria uma travessia de rio e seria possível comer sem perder tempo.

Chegamos na Barra de Mamanguape, caracterizada pelo encontro do Rio Tinto com o oceano atlântico, esse rio divide os municípios de Lucena e Rio tinto. Na Barra também possui um projeto Peixe-boi, mas não foi possível visitar devido ao horário que passamos, além disso, é uma região que possui várias aldeias indígenas. Ao chegarmos à beira do rio um rapaz veio nos acompanhando de moto, ele sabia que nós iríamos atravessar, e ele é um dos que fazem essa travessia, perguntamos quanto custava a travessia e ele queria cobrar absurdos R$ 15,00 por pessoa, de imediato questionamos o valor, pois em toda a viagem o máximo que pagamos foi R$ 3,00, ficamos um bom tempo tentando negociar e mesmo assim não chegamos a um acordo justo, mas mesmo assim conseguimos tirar R$ 7,00 do valor proposto por ele e como não podíamos ficar lá parados, colocamos as bicicletas em uma canoa e subimos em um barco a motor que a puxava.

Atravessamos o rio e seguimos, esse trecho tinha muita areia fofa e ainda por cima o rapaz que nos deu a informação para onde deveríamos seguir foi muito superficial e acabou que nós ficamos rodando feito barata tonta e para piorar a situação, o bagageiro de Dan quebrou, felizmente fizemos uma gambiarra máster e deu para continuar a viagem, ficamos pouco mais de uma hora nesse processo, o desgaste mental foi muito grande e físico pior ainda, mas depois conseguimos achar o caminho certo e continuamos.

Esse trecho é composto por vilas indígenas, pessoas muito receptivas e sempre com um sorriso no rosto, principalmente as crianças.  Num momento quase pegamos o caminho errado, e um grupo de indígenas nos avisou o caminho certo, a surpresa foi que eles comentaram que se continuassemos, nós seriamos comidos pelos índios! Nossa, tudo bem que foi exagero mas que eu (Dan) fiquei pensando naquilo por alguns minutos fiquei! Depois, foram pouco mais de 5km até chegar na pista de asfalto, Bruno, o que mais reclamava da areia, foi também o que mais comemorou quando chegamos no asfalto. A partir desse ponto, à 3.5km já estava Baia da Traição, decidimos almoçar por lá e descansar um pouco.

Saindo da Baía da Traição pedalamos quase 15km de estrada de terra e de brinde veio algumas subidas, foi mais um dia de grande dificuldade e ainda não tinha acabado. Bem, ao menos a paisagem era bonita e com algumas surpresas, uma delas foi um riacho que encontramos possibilitando um banho refrescante. Após isso, logo mais a frente estava Barra do Camaratuba, era só pegar uma balsa e estávamos a um passo do estado do Rio Grande do Norte.

Como tínhamos pedalado muito pouco, apenas 30km, decidimos pedalar a noite pela praia, era noite de lua cheia e a maré estaria secando por volta das 20:00h, jantamos, descansamos um pouco e partimos. Mal sabíamos o quanto difícil seria esse percurso, apesar da maré seca, haviam muitos trechos com areia fofa, isso nos obrigou muitas vezes empurrar a bicicleta.  Dos 12km percorridos, 4km foram carregando a bicicleta. Para piorar a situação o bagageiro da bicicleta de Bruno quebrou, as mochilas improvisadas, as quedas, o excesso de peso e o sacode da bicicleta forçou demais a estrutura dele e acabou rompendo. Não tinha condições de voltar, o jeito era distribuir a bagagem dele entre nós e fazer uma gambiarra no bagageiro para chegar na cidade mais próxima.

E finalmente chegamos na divisa do estado da Paraíba e Rio Grande do Norte, o rio Sagi divide os 2 estados, para atravessá-lo tivemos que esvaziar as bicicletas e ir atravessando uma por uma. Nossa situação estava bem complicada, com quase nada de água e muito cansaço, não tinha como acampar na praia, mas por sorte mais a frente havia uma cidade e foi onde comemoramos! Ali decidimos comer e dormir, o dia tinha sido uma grande prova de resistência.

Veja o roteiro completo do segundo dia aqui (Google maps), vejam também todas as fotos do segundo dia da viagem e comentem o post! =)

O céu começa a clarear, o sol começa a aparecer, são 5:00h, um dia muito bonito, acordar com um visual desse é fantástico, tiramos algumas fotos para registrar o momento e compartilhá-lo. O combinado no dia anterior foi sai cedo, fazer no máximo um lanche e sair para evitar o sol escaldante, deixar para tomar café mais pra frente.

E foi assim q fizemos, as 6:00h já estávamos pedalando, havia algumas pessoas na rua também, crianças principalmente, pequenos ciclistas, fico sempre muito feliz ao vê-los, pois eles serão o futuro, nos substituirão. Logo a frente encontramos uma padaria e decidimos comprar pão para fazer o café da manhã, nós já sabíamos que bem próximo teria uma travessia de rio e seria possível comer sem perder tempo.

Chegamos na Barra de Mamanguape, caracterizada pelo encontro do Rio Tinto com o oceano atlântico, esse rio divide os municípios de Lucena e Rio tinto. Na Barra também possui um projeto peixe-boi, mas não foi possível visitar por conta do horário que passamos, além disso, é uma região que possui várias aldeias indígenas. Ao chegarmos à beira do rio um rapaz veio nos acompanhando de moto, ele sabia que nós iríamos atravessar, e ele é um dos que fazem essa travessia, perguntamos quanto custava a travessia e ele queria cobrar absurdos R$ 15,00 por pessoa, de imediato questionamos o valor, pois em toda a viagem o máximo q pagamos foi R$ 3,00, ficamos um bom tempo tentando negociar e mesmo assim não chegamos a um acordo justo, mas não podíamos ficar lá parado, colocamos as bicicletas em uma canoa e subimos em um barco a motor que a puxava.

Atravessamos o rio e seguimos, esse trecho tinha muita areia fofa e ainda por cima o rapaz que nos deu a informação para onde deveríamos seguir foi muito superficial e acabou que nós ficamos rodando feito barata tonta, para piorar a situação, o bagageiro de Danilo quebrou, felizmente fizemos uma gambiarra máster e deu para continuar a viagem, ficamos pouco mais de uma hora nesse processo, o desgaste mental foi muito grande, mas depois conseguimos achar o caminho certo e continuar.

Esse trecho é composto por vilas indígena, pessoas muito receptivas e sempre com um sorriso no rosto, principalmente as crianças. Foram pouco mais de 5km até chegar na pista de asfalto, Bruno, o que mais reclamava da areia, foi também o que mais comemorou quando chegamos no asfalto. A partir desse ponto, à 3.5km já estava Baia da Traição, decidimos almoçar por lá e descansar um pouco.

Saindo da Baía da Traição pedalamos quase 15km de estrada de terra e de brinde com algumas subidas, foi mais um dia de grande dificuldade e ainda não tinha acabado. Ao menos a paisagem era bonita e com algumas surpresas, uma delas foi um riacho que encontramos possibilitando um banho refrescante. Após isso, logo mais a frente estava Barra do Camaratuba, era só pegar uma balsa e estávamos a um passo do estado do Rio Grande do Norte.

Como tínhamos pedalado muito pouco, apenas 30km, decidimos pedalar a noite pela praia, era noite de lua cheia e a maré estaria secando por volta das 20:00h, jantamos, descansamos um pouco e partimos. Mal sabíamos o quanto difícil seria esse percurso, apesar da maré seca, haviam muitos trechos com areia fofa, isso nos obrigou muitas vezes empurrar a bicicleta. Para piorar a situação o bagageiro da bicicleta de Bruno quebrou, as mochilas improvisadas, as quedas, o excesso de peso e o sacode da bicicleta forçou demais a estrutura dele e acabou rompendo. Não tinha condições de voltar, o jeito era distribuir a bagagem dele entre nós e fazer uma gambiarra no bagageiro para chegar na cidade mais próxima.

Após 12 longos quilômetros chegamos na divisa do estado da Paraíba e Rio Grande do Norte, o rio sagi divide os 2 estados, para atravessá-lo tivemos que esvaziar as bicicletas, quando possibilitava, ou fazer uma força tarefa e ir atravessando bicicleta por bicicleta. Nossa situação estava bem complicada, com pouca água e muito cansaço, não tinha como acampar na praia, por sorte mais a frente havia uma cidade e foi onde decidimos comer e dormir. O dia de hoje foi uma grande prova de resistência.

Veja o roteiro completo do primeiro dia aqui [ http://maps.google.com.br/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-BR&msa=0&msid=101387311344907069619.000476489e637ebe93bb6&ll=-6.626414,-34.962616&spn=0.461753,0.617294&t=p&z=11&lci=org.wikipedia.pt ] (Google maps), vejam também todas as fotos do primeiro dia da viagem.

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João Pessoa – Natal – Primeiro Dia

6:00 h da manhã, hora de acordar, deveríamos acordar mais cedo, é verdade, mas como fomos dormir muito tarde no dia anterior, demos uma folga a nós mesmos, afinal de contas, não adianta pedalar cansado. Fomos fazer os últimos preparativos, tomar café, nos despedir de todos e partir para estrada, dessa vez com o grupo maior, além de Bruno Conrado, nosso colega “Marcos Preto” iria nos acompanhar até a Praia de Pipa.

Foi somente as 9:00h que começou a pedalada, sempre sentido norte. Seguimos na direção de Cabedelo, município da região metropolitana de João Pessoa, para atravessar o Rio Paraíba em um meio de transporte um tanto quanto peculiar que apelidamos de “barcônibus” (literalmente um ônibus que virou barco). Pisamos no distrito de Costinha e seguimos em direção ao Santuário de Nossa Senhora da Guia localizada num dos pontos mais altos do município de Lucena. Lá apreciamos a beleza da igreja e o bom momento para tirar fotos. Nesse meio tempo, percebemos que o pneu da bicicleta de Bruno estava esvaziando, achávamos que tinha furado mas o problema era da câmara de ar, rapidamente trocamos e seguimos a viagem.

Curiosidade

“Os carmelitas chegaram à Paraíba em 1591. Depois de fundarem o convento e a igreja de Nossa Senhora do Carmo, no Centro de João Pessoa, eles iniciaram uma missão ao norte do Rio Paraíba, no alto de uma colina, local onde existia uma povoação indígena, para realizar um trabalho social e catequético com os nativos. A construção da igreja de Nossa Senhora da Guia teve início no final do século XVI e foi concluída na segunda metade do século XVIII.

É uma construção sólida em pedra calcária, com um efeito plástico que caracteriza o estilo barroco tropical (uma das únicas do gênero no Brasil). Já no interior da igreja há obras de arte no estilo rococó. Com a saída dos carmelitas, em meados do século XIX, o Santuário ficou em ruínas e o convento foi demolido, ficando apenas os alicerces e as amarrações do telhado.

Na década de 80 do século passado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) restaurou a igreja e reurbanizou toda a área adjacente do prédio, recuperando as características do Santuário de Nossa Senhora da Guia nos tempos do período colonial. Hoje o Santuário voltou a ser administrado pelos frades carmelitas.” (fonte: www.arquidiocesepb.org.br)

Muita areia fofa

Marcos foi nosso guia durante toda essa parte inicial, nos levando por uma trilha muito bonita, apesar das dificuldades por ser algumas vezes estrada de areia. Esse era o melhor caminho que tínhamos, evitando a BR 101 e um grande trecho de praia com algumas travessias de rios.

Eu (Felippe) gosto sempre de pensar que é melhor pedalar por caminhos inusitados e com certas dificuldades por conta das surpresas que vamos encontrando. Após as primeiras horas de pedalada e duas quedas, a primeira foi Dan voando da bike quando descia um barranco e a segunda foi Bruno passando por areia fofa, encontramos um rio de água fria e límpida, acompanhado de uma bela árvore bastante convidativa para um descanso e um lanche, pois além do mais, nosso amigo Bruno já implorava por uma parada, seu primeiro dia de viagem estava sendo bastante intenso.

Seguimos a viagem, subindo e descendo ladeira, correndo pela areia fofa, muitas vezes empurrando a bicicleta, com o sol na cabeça, mas depois de cada curva uma surpresa, pausa para tirar fotos e tomar uma água, esses são nossos prêmios. Estavamos quase na beira da praia, tínhamos apenas que cruzar um trecho de mata atlântica, muito agradável, que sobreviveu as plantações de cana de açúcar. A Praia de Campina, nossa parada de fim de dia, estava bem próxima, a apenas 5km.

Chegar próximo do mar é sinônimo de renovação do ânimo, amenizando inclusive um pouco a fome que estávamos. Subimos um morro e nos deparamos com um visual fantástico, marcado pelas falésias do litoral paraibano, de lá já avistávamos a Praia de Campina. Em alguns minutos chegamos e logo achamos uma casa de veraneio desocupada perfeita para passar a noite. Fizemos nosso almoço e após a refeição o sol começou a se por com o céu alaranjado. Só resta tomar banho e dormir, o saldo do dia foi de apenas 45km, mas com um nível de dificuldade bastante considerável.

Veja o roteiro completo do primeiro dia aqui (Google maps), vejam também todas as fotos do primeiro dia da viagem.

Queremos saber a sua opinião a respeito do novo layout do texto, que traz um espaço de curiosidade e também sobre o que achou do roteiro online da viagem. Comentem! =)

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Recife – João Pessoa – Segundo Dia

20/09/2009 – Acordamos cedo e um tanto quanto estressados pois na verdade nem conseguimos dormir direito devido a quantidade exorbitante de muriçocas que nos comiam vivos durante a noite. Mas abstrai, como costumamos dizer e pedal na estrada. Hora de deixar a famosa ilha de Itamaracá.

Saímos da casa desocupada que nos serviu muito bem de abrigo com direito a chuveiro e tudo mais e pedalamos uns 200 metros pra chegar na praia, onde supostamente teria alguém para nos atravessar pelo rio. Mas era domingo e estava tudo vazio, tinha apenas um indivíduo na praia torrando no sol e algumas poucas pessoas caminhando na areia. Ficamos a espera, gritando e assobiando para os barcos na outra margem, chegamos até pendurar a camiseta num tronco de madeira pra ver se alguém nos via, mas nada, lá se foi pelo menos uma hora esperando. Até que um pescador viu nosso esforço e nos socorreu com sua jangada. Coitado dele, sofreu horrores pra atravessar pois a jangada estava extremamente pesada e não tinha quase nada de vento. Levamos mais de hora pra atravessar uns 500 metros e no final ele tentou arrancar 10 reais da gente, mas acostumados a pagar no máximo 2 reais pra cada travessia, oferecemos 5 (porque ele se esforçou mesmo) e prosseguimos. Dali ainda passamos num mercadinho, compramos pães e ovos e pedimos para um senhor fritar pra gente. Muito gente boa ele nem hesitou, delícia de café da manhã.

Carne de Vaca

Seguimos por estrada para Barra de Catuama. Tentamos um trecho pela praia mas a areia era muito fofa e não deu, e nos cansou bastante na realidade. Voltamos para pista até Ponta de Pedras e seguimos até Carne de Vaca. O caminho pra lá foi monótono até chegarmos na entrada da cidade, que nos surpreendeu com um lindo visual. E chegando na praia paramos pra tomar um refri e relaxar as pernas, o trecho tinha sido um pouco cansativo apesar de curto.

Partimos logo pois uma bicicleta que vende cds piratas logo parou do nosso lado com um som altíssimo tocando brega nos nossos ouvidos. Nós que estávamos tão quietinhos ouvindo nosso reggae não tivemos escolha, como diz o ditado, os incomodados que se retirem.

Vamo que vamo até a próxima balsa em Carne de Vaca mesmo, chegando lá, mais brega na cabeça, agora o jeito era aguentar pois o dono do bar nos comunicou que ia demorar pelo menos uma hora pra chegar a próxima balsa, na verdade foram duas longas horas. Mas até que o tempo foi bem aproveitado, Felippe logo se jogou no rio e eu liguei para minha família em Curitiba. Depois compramos uns caldinhos e pra render, enchemos de farinha e fizemos um pirão improvisado, que caiu muito bem. Conhecemos Marcelo que estava com um grupo de motociclistas, tinha sido aniversário dele no dia anterior e ele estava ali comemorando com amigos com muita farra e também uma família cujo pai ficou impressionado com a viagem e disse que queria muito fazer algo do tipo.

A balsa chegou, lá vamos nós!

No outro lado foi só pedalar, nem paramos pra nada, já era tarde, tínhamos perdido muito tempo em travessia de rios, tudo foi um pouco desgastante e bem improdutivo. Passamos por Pitimbú e nosso objetivo era chegar em Tambaba. No caminho já na estrada direta pra Tambaba demos uma paradinha para deixar nossa marca no caminho (ver fotos). Ah, deixando claro que isso não é anti ambiente ou algo do tipo, com o tempo a chuva limpa! =)

Praia Bela

O caminho pra Tambaba é cheio de ladeiras! Isso realmente nos quebrou as pernas literalmente, a cada emocionante descida, uma desanimadora subida. Bem, mas quem está na chuva é pra se molhar, não nos deixamos esmorecer e prosseguimos até chegar no recompensador paraíso de Praia Bela. Ali contemplamos um pouco o visual e decidimos acampar na praia mesmo, até tivemos sorte que conseguimos um PF de 5 reais e a dona do bar ofereceu para ficarmos com o segurança que providenciou redes e proporcionou uma boa conversa antes de dormir.

Veja todas as fotos do segundo dia do trajeto de Recife a João Pessoa.

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