Dia 15/08/09 – Nesta manhã acordamos bem cedo, foi praticamente impossível fugir da claridade. Começamos a organizar as coisas, tomar nosso café da manhã para seguir viagem, tava bem complicado por conta da constante chuva durante a madrugada e a lama que tinha piorado, e isso foi o suficiente para Dan ficar impaciente e agoniado com toda a situação.

“Nessas viagens nem todos os dias são bons, venho aprendendo a me adaptar a qualquer situação, mas as vezes não é tão fácil. Vamo que vamo!” (Dan Cortazio)

Nesse meio tempo precisamos ligar o notebook e acessar a internet 3G para entrar em contato com Jozefh, o colega que iria nos hospedar em sua casa, felizmente conseguimos sinal e não precisamos perder tempo e dinheiro em uma lan house!

As 9:00h estávamos partindo, nos despedimos das pessoas que nos acolheram e continuamos nossa jornada. O início foi bastante tranqüilo, durante o caminho passamos por uma banquinha de frutas e paramos para comprar algumas bananas, lá tinha um rapaz portador de necessidades especiais e ele conversando comigo (Felippe) disse que não gosta das pessoas de onde morava porque elas tiravam sarro dele e por isso preferia conversar com pessoas de fora, era o nosso caso, a senhora que tomava conta da banca uma hora olhou pra mim e gesticulou “é louco”, eu de alguma forma fiquei tocado com aquela atitude, achei completamente desnecessária pois é de certa forma discriminatória! Pago as bananas, desejei tudo de bom e me despedi do rapaz!

Mais a frente começou a paisagem dos famosos canaviais de Alagoas, em um trecho encontramos muitos cortadores de cana, um trabalho bastante difícil e cansativo, e segundo site Ecodebate o desgaste físico desses trabalhadores equivale ao de um maratonista.

Em seguida a rodovia que passávamos margeava o litoral de Alagoas, com paisagens muito bonitas, alguns vestígios da Floresta Tropical e o mar, tudo nos rendeu boas fotografias. Nesse momento o dia estava bastante ensolarado e já começava o sobre e desce de ladeiras, aumentando ainda mais o desgaste físico e também mental. Depois de 2:00h de pedalada percorremos somente 11km completando 200km totais percorridos, valeu fazer até o registro!, pouco depois passamos por uma vila de pescadores chamda Jequiá e decidimos parar para almoçar, porém não tinha nenhum restaurante então ficamos na beira da praia em uma sombra que encontramos para fazer nosso almoço, descasar um pouco e até tomar um banho de mar!

Uma infinidade de ladeiras

Por volta das 13h continuamos e “dalhe” mais ladeira, o sobe e desce era interminável, achávamos que nunca iria acabar, nas últimas já não agüentávamos mais subir pedalando então descíamos da bicicleta e íamos empurrando, no entanto a cada subida nós tínhamos um visual sensacional era sempre uma emoção, uma pausa para descanso e foto! Ainda tinha o calor do sol escaldante, chegamos a implorar por uma chuva e felizmente a tivemos, refrescando nosso corpo e alma. Foram assim os próximos 15km até chegarmos no mirante da praia do Gunga, era a reta final e o final das ladeiras. Lá de cima nós já avistávamos Maceió, nos animamos novamente esquecemos o cansaço e voltamos a pedalar, na saída pessoas que tinham nos visto no mirante andou ao nosso lado, prestigiando nossa aventura batemos um papo rápido e deu inclusive para passarmos o endereço do nosso blog para que eles nos acompanhe!

Chegamos em Barra de São Miguel paramos para fazer uma ligação para Jozefh e aproveitamos para lanchar, batemos um papo com policiais que faziam a ronda e ficaram curiosos para saber de onde vínhamos! Após isso partimos e como estava anoitecendo andamos em um ritmo muito rápido em uma média de 23km/h, no caminho pegamos uma baita chuva mas só paramos quando chegamos em Maceió! Chegamos na casa de Jozefh tomamos um banho e saímos para tomar a merecida cervejinha e fechar o dia! Foram 80km de pedalada com ladeiras, bem exaustivo, porém valeu cada segundo, mesmo na hora não parecendo! rs.

Veja algumas fotos e comente!

Ps.: queremos agradecer aos que interagem com o blog e as doações! Já foram doados R$50,00 que ajudaram nos custos, principalmente com alimentação durante a viagem. Se você pode, não deixe de ajudar, nem que seja com 1 real. Mais uma vez, muito obrigado!

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