Acordei (Felippe) por volta das 6:00h com Marcos tirando foto do nosso “acampamento”, o dia estava muito bonito, acordar na beira do mar é fantástico, como sempre. Bruno e Dan ainda dormiam, então decidi com Marcos dar uma volta pela pequena cidade, mais parecida com uma vila de pescadores. Fomos atrás de uma padaria para comprar pão e tomar café da manhã, nesse meio tempo encontramos uma pousada construída com bambu em cima de um morro, ficamos admirados e paramos um bom tempo tirando fotos e por conta disso perdemos a oportunidade de comprar o pão, que era vendido por um motociclista que vinha de outra cidade, então fomos a um mercadinho para comprar uns bolinhos e comer acompanhado de um café muito bom que Alex, a pessoa que nos deu apoio em Sagi, nos ofereceu.

Na volta para o nosso “acampamento” ainda nos deparamos com uma cena que me lembrou muito, acredito que a infância de todos nós, quando demos nossas primeiras pedaladas sem rodinhas! Foi muito bonito ver isso e registrar esse momento, o mais novo ciclista da cidade, como seria bom se em nossas cidades as crianças pudessem pedalar tranquilas para as escolas, praças e parques!

Tudo pronto, hora de pedalar e pela praia novamente, os caminhos que tinham fora dela eram ruins e muito longe, foi até melhor, desse jeito deu para curtir mais a viagem, respirando a brisa do mar, assistindo ao voo rasante de um urubu, apreciando a beleza dos recifes e fotografando até chegar na famosa praia de Baia Formosa, 12km a nossa frente.

Chegando à ponta da Baia nos deparamos com a grande quantidade de barcos de pescadores ancorados uma imagem muito bonita acompanhada das dunas de areia clara ao fundo, mas ao andarmos mais um pouco começamos a sentir um cheiro horrível, lembrando esgoto, pouco mais a frente existia uma queda d’agua pluvial que se tornara de esgoto. Dan todo animado já foi pensando em tomar banho quando ouve os pescadores gritando:  “Ei rapaz, quer morrer é? Essa água é poluída!”. Bem isso foi triste, além de perder a chance de um banho refrescante, ver esgoto indo direto pro mar é realmente lamentável.

Continuamos o pedal, foram mais 10km pela Baia Formosa com a maré enchendo e partes de areia fofa, tornando a pedalada muito corrida. Eu e Marcos seguíamos a frente enquanto Dan e Bruno vinham bem atrás. Dan carregava a mochila de Bruno nas costas e com a areia fofa sofreu pra chegar, e Bruno já vinha cansado dos dias anteriores, e chegou com cara de acabado, a pedalada nessa parte realmente foi difícil. Já estávamos todos com muita fome e Pipa ainda estava a 15km.

Paramos para descansar um pouco e apreciar os kite surfistas que ali estavam, ficamos sabendo depois que ali é um ponto muito bom para a prática desse esporte, como também acontecem campeonatos mundiais. Seguimos em direção a balsa, para travessia do rio Curimataú – Barra do Cunhaú, de lá pedalamos mais 3.5km e chegamos em Sibaúma, encontramos um lugar para almoçar e descansar.

De Sibaúma para Pipa eram mais 9km, dessa vez pelo asfalto, os sorrisos já estavam no rosto, estamos quase chegando, era o momento de tomar uma cervejinha, descansar e aproveitar o final de semana na praia. Todas as placas que passávamos nós parávamos para tirar foto, rs. Quando chegamos em Pipa fomos muito bem recebido, com gritos do tipo “Bora Brasil!!!” e também aplausos de algumas pessoas que estavam na rua, foi uma emoção enorme, deu para esquecer todo o cansaço do dia.

Veja o roteiro completo do terceiro dia aqui (Google maps), vejam também todas as fotos do terceiro dia da viagem.

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