O céu começa a clarear, o sol começa a aparecer, são 5:00h, um dia muito bonito, acordar com um visual desse é fantástico, tiramos algumas fotos para registrar o momento e compartilhá-lo. O combinado no dia anterior foi sai cedo, fazer no máximo um lanche e sair para evitar o sol escaldante, deixar para tomar café mais pra frente.

E foi assim que fizemos, as 6:00h já estávamos pedalando, havia algumas pessoas na rua também, crianças principalmente, pequenos ciclistas, ficamos sempre muito felizes ao vê-los, pois eles serão o futuro, nos substituirão. Logo a frente encontramos uma padaria e decidimos comprar pão para fazer o café da manhã, nós já sabíamos que bem próximo teria uma travessia de rio e seria possível comer sem perder tempo.

Chegamos na Barra de Mamanguape, caracterizada pelo encontro do Rio Tinto com o oceano atlântico, esse rio divide os municípios de Lucena e Rio tinto. Na Barra também possui um projeto Peixe-boi, mas não foi possível visitar devido ao horário que passamos, além disso, é uma região que possui várias aldeias indígenas. Ao chegarmos à beira do rio um rapaz veio nos acompanhando de moto, ele sabia que nós iríamos atravessar, e ele é um dos que fazem essa travessia, perguntamos quanto custava a travessia e ele queria cobrar absurdos R$ 15,00 por pessoa, de imediato questionamos o valor, pois em toda a viagem o máximo que pagamos foi R$ 3,00, ficamos um bom tempo tentando negociar e mesmo assim não chegamos a um acordo justo, mas mesmo assim conseguimos tirar R$ 7,00 do valor proposto por ele e como não podíamos ficar lá parados, colocamos as bicicletas em uma canoa e subimos em um barco a motor que a puxava.

Atravessamos o rio e seguimos, esse trecho tinha muita areia fofa e ainda por cima o rapaz que nos deu a informação para onde deveríamos seguir foi muito superficial e acabou que nós ficamos rodando feito barata tonta e para piorar a situação, o bagageiro de Dan quebrou, felizmente fizemos uma gambiarra máster e deu para continuar a viagem, ficamos pouco mais de uma hora nesse processo, o desgaste mental foi muito grande e físico pior ainda, mas depois conseguimos achar o caminho certo e continuamos.

Esse trecho é composto por vilas indígenas, pessoas muito receptivas e sempre com um sorriso no rosto, principalmente as crianças.  Num momento quase pegamos o caminho errado, e um grupo de indígenas nos avisou o caminho certo, a surpresa foi que eles comentaram que se continuassemos, nós seriamos comidos pelos índios! Nossa, tudo bem que foi exagero mas que eu (Dan) fiquei pensando naquilo por alguns minutos fiquei! Depois, foram pouco mais de 5km até chegar na pista de asfalto, Bruno, o que mais reclamava da areia, foi também o que mais comemorou quando chegamos no asfalto. A partir desse ponto, à 3.5km já estava Baia da Traição, decidimos almoçar por lá e descansar um pouco.

Saindo da Baía da Traição pedalamos quase 15km de estrada de terra e de brinde veio algumas subidas, foi mais um dia de grande dificuldade e ainda não tinha acabado. Bem, ao menos a paisagem era bonita e com algumas surpresas, uma delas foi um riacho que encontramos possibilitando um banho refrescante. Após isso, logo mais a frente estava Barra do Camaratuba, era só pegar uma balsa e estávamos a um passo do estado do Rio Grande do Norte.

Como tínhamos pedalado muito pouco, apenas 30km, decidimos pedalar a noite pela praia, era noite de lua cheia e a maré estaria secando por volta das 20:00h, jantamos, descansamos um pouco e partimos. Mal sabíamos o quanto difícil seria esse percurso, apesar da maré seca, haviam muitos trechos com areia fofa, isso nos obrigou muitas vezes empurrar a bicicleta.  Dos 12km percorridos, 4km foram carregando a bicicleta. Para piorar a situação o bagageiro da bicicleta de Bruno quebrou, as mochilas improvisadas, as quedas, o excesso de peso e o sacode da bicicleta forçou demais a estrutura dele e acabou rompendo. Não tinha condições de voltar, o jeito era distribuir a bagagem dele entre nós e fazer uma gambiarra no bagageiro para chegar na cidade mais próxima.

E finalmente chegamos na divisa do estado da Paraíba e Rio Grande do Norte, o rio Sagi divide os 2 estados, para atravessá-lo tivemos que esvaziar as bicicletas e ir atravessando uma por uma. Nossa situação estava bem complicada, com quase nada de água e muito cansaço, não tinha como acampar na praia, mas por sorte mais a frente havia uma cidade e foi onde comemoramos! Ali decidimos comer e dormir, o dia tinha sido uma grande prova de resistência.

Veja o roteiro completo do segundo dia aqui (Google maps), vejam também todas as fotos do segundo dia da viagem e comentem o post! =)

O céu começa a clarear, o sol começa a aparecer, são 5:00h, um dia muito bonito, acordar com um visual desse é fantástico, tiramos algumas fotos para registrar o momento e compartilhá-lo. O combinado no dia anterior foi sai cedo, fazer no máximo um lanche e sair para evitar o sol escaldante, deixar para tomar café mais pra frente.

E foi assim q fizemos, as 6:00h já estávamos pedalando, havia algumas pessoas na rua também, crianças principalmente, pequenos ciclistas, fico sempre muito feliz ao vê-los, pois eles serão o futuro, nos substituirão. Logo a frente encontramos uma padaria e decidimos comprar pão para fazer o café da manhã, nós já sabíamos que bem próximo teria uma travessia de rio e seria possível comer sem perder tempo.

Chegamos na Barra de Mamanguape, caracterizada pelo encontro do Rio Tinto com o oceano atlântico, esse rio divide os municípios de Lucena e Rio tinto. Na Barra também possui um projeto peixe-boi, mas não foi possível visitar por conta do horário que passamos, além disso, é uma região que possui várias aldeias indígenas. Ao chegarmos à beira do rio um rapaz veio nos acompanhando de moto, ele sabia que nós iríamos atravessar, e ele é um dos que fazem essa travessia, perguntamos quanto custava a travessia e ele queria cobrar absurdos R$ 15,00 por pessoa, de imediato questionamos o valor, pois em toda a viagem o máximo q pagamos foi R$ 3,00, ficamos um bom tempo tentando negociar e mesmo assim não chegamos a um acordo justo, mas não podíamos ficar lá parado, colocamos as bicicletas em uma canoa e subimos em um barco a motor que a puxava.

Atravessamos o rio e seguimos, esse trecho tinha muita areia fofa e ainda por cima o rapaz que nos deu a informação para onde deveríamos seguir foi muito superficial e acabou que nós ficamos rodando feito barata tonta, para piorar a situação, o bagageiro de Danilo quebrou, felizmente fizemos uma gambiarra máster e deu para continuar a viagem, ficamos pouco mais de uma hora nesse processo, o desgaste mental foi muito grande, mas depois conseguimos achar o caminho certo e continuar.

Esse trecho é composto por vilas indígena, pessoas muito receptivas e sempre com um sorriso no rosto, principalmente as crianças. Foram pouco mais de 5km até chegar na pista de asfalto, Bruno, o que mais reclamava da areia, foi também o que mais comemorou quando chegamos no asfalto. A partir desse ponto, à 3.5km já estava Baia da Traição, decidimos almoçar por lá e descansar um pouco.

Saindo da Baía da Traição pedalamos quase 15km de estrada de terra e de brinde com algumas subidas, foi mais um dia de grande dificuldade e ainda não tinha acabado. Ao menos a paisagem era bonita e com algumas surpresas, uma delas foi um riacho que encontramos possibilitando um banho refrescante. Após isso, logo mais a frente estava Barra do Camaratuba, era só pegar uma balsa e estávamos a um passo do estado do Rio Grande do Norte.

Como tínhamos pedalado muito pouco, apenas 30km, decidimos pedalar a noite pela praia, era noite de lua cheia e a maré estaria secando por volta das 20:00h, jantamos, descansamos um pouco e partimos. Mal sabíamos o quanto difícil seria esse percurso, apesar da maré seca, haviam muitos trechos com areia fofa, isso nos obrigou muitas vezes empurrar a bicicleta. Para piorar a situação o bagageiro da bicicleta de Bruno quebrou, as mochilas improvisadas, as quedas, o excesso de peso e o sacode da bicicleta forçou demais a estrutura dele e acabou rompendo. Não tinha condições de voltar, o jeito era distribuir a bagagem dele entre nós e fazer uma gambiarra no bagageiro para chegar na cidade mais próxima.

Após 12 longos quilômetros chegamos na divisa do estado da Paraíba e Rio Grande do Norte, o rio sagi divide os 2 estados, para atravessá-lo tivemos que esvaziar as bicicletas, quando possibilitava, ou fazer uma força tarefa e ir atravessando bicicleta por bicicleta. Nossa situação estava bem complicada, com pouca água e muito cansaço, não tinha como acampar na praia, por sorte mais a frente havia uma cidade e foi onde decidimos comer e dormir. O dia de hoje foi uma grande prova de resistência.

Veja o roteiro completo do primeiro dia aqui [ http://maps.google.com.br/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-BR&msa=0&msid=101387311344907069619.000476489e637ebe93bb6&ll=-6.626414,-34.962616&spn=0.461753,0.617294&t=p&z=11&lci=org.wikipedia.pt ] (Google maps), vejam também todas as fotos do primeiro dia da viagem.

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