Arquivos de dezembro de 2009
Os dois vídeos a seguir fala um pouco sobre a infraestrutura cicloviária de Fortaleza, analizando os ítens de conforto, atratividade e integralidade da rede.
Nesta terceira parte dos vídeos sobre Fortaleza, mostra quando eu fui para um passeio noturno de bicicleta que acontece na cidade todas as segundas e quartas, juntando por volta de 300 ciclistas. Fiquei extremamente impressionado com a quantidade de participantes e como um amante da Massa Crítica (critical mass) foi interessante ver um passeio com cara de Bicicletada (nome adotado no Brasil). Em alguns momentos do passeio fica impossível controlar todas as pessoas e cada um age por si próprio, dando uma identidade peculiar no tal evento.
Confira no vídeo, comente, participe.
Ciclomobilidade Fortaleza
dez 11
Para aproveitar o embalo das filmagens do dia tive a idéia de fazer um vídeo com dicas de como pedalar na cidade. É uma mania que eu (Felippe) sempre tenho, acessar o Google maps, ou comprar mapas da cidade e estudar rotas mais tranqüilas para poder pedalar na cidade. Geralmente quando começamos a pedalar costumamos usar o mesmo percurso que fazemos de carro, mas para andar de bicicleta nem sempre é a melhor opção, a depender da cidade, onde existe uma avenida movimentada paralela a ela existe ruas mais tranqüilas, mais residenciais e por conta disso existem menos fluxo de automóveis e principalmente de ônibus, os principais “vilões” do ciclista.
Nesse vídeo você verá como é fácil e possível a bicicleta se tornar uma alternativa de transporte em qualquer cidade e que os congestionamentos são os maiores amigos do ciclista, já que está tudo parado, é mais fácil pedalar.
Primeiros dias em Fortaleza
dez 10
Chegamos em fortaleza terça-feira, dia 17 de novembro, e como toda chegada, muito trabalho, tratar fotos, escrever os texto e agora com mais novidade, escrever relatórios e editar vídeos, realmente cansa só de falar, mas é muito prazeroso tudo isso, principalmente depois de publicado, ver o site sendo acessado cada vez mais, os comentários e algumas vezes o despertar adormecido de várias pessoas pelo uso da bicicleta e em cicloviagens, citando nome de dois grandes amigos que fiz, Almir e seu irmão Enio Magalhães, lá de Recife – PE.
Na quinta-feira à noite ficamos sabendo de um encontro do Couch Surfing na praia do futuro, decidimos ir para conhecer a tão falada galera de “fortal”, foi massa, conhecemos muita gente boa, Diego Pearce, Ticiana Teixeira, Elvis Teixeira, Cláudia Sales entre outros. No final de semana fomos conhecer a noite da cidade, onde fica o complexo cultural Dragão do Mar. Ficamos muito impressionados com a vivencidade do local, uma área com barzinhos e boites para todos os gostos, muitas famílias passeando, bem iluminado e respira cultura. No domingo, saímos com um outro amigo que nos conheceu pela internet, Rômulo nos chamou para almoçar e então podemos conversar e trocar experiências, ele pretende iniciar no cicloturismo. Após o almoço fomos dar uma volta na beira mar com Diego que apareceu no final de tarde no restaurante que estávamos.
O trabalho só terminou na outra terça e no dia seguinte iria começar a pesquisa sobre Fortaleza. Procurando pessoas envolvidas com o uso da bicicleta na cidade cheguei a o nome de Miguel Ary, um simpatizante da mobilidade a propulsão humana, era isso que ia fazer no próximo dia, conversar com ele e ver se conseguia algum material sobre a cidade. Aproveitei também para conhecer Fortaleza, fotografar e procurar bons exemplos de incentivo ao uso da magrela. No final de semana anterior, tinha pego um panfleto do Teatro José de Alencar e vi que lá eles disponibilizam de paraciclos, tinha que ir lá conferir. Foi um dia muito tranqüilo e divertido.
Ainda na quarta-feira, eu (Felippe) ainda fui para um passeio noturno que junta dezenas de pessoas para pedalar a noite, mas só no próximo post falarei mais a respeito.
Empolgação era a palavra do dia. Queríamos muito chegar em Canoa, faltavam ainda 40 km, 10 de asfalto e 30 de praia.
Apesar de acordar um pouco tarde, não foi problema, pois a maré ainda estava secando. Quando alcançamos a praia ficamos impressionado com tanta beleza. As falésias, as piscinas naturais, as cores, as pedras na praia compunham uma paisagem inesquecível. Apesar do trecho ter sido difícil, foi bastante recompensador.
Canoa Quebrada, bicicleta quebrada
Talvez o maior perrengue tenha sido esse. Faltando 16 km de praia pra chegar em Canoa, o câmbio da bicicleta de Felippe arrebentou e junto levou os alguns raios e acabou empenando a jante também. O que impossibilitava andar na bici! Não tinha outra alternativa a não ser empurrar a bicicleta debaixo do sol do meio dia os 16 km ou pedir carona. Claro que fomos na segunda opção e um nativo, guia turístico de Canoa, que passava por ali de pick up, nos levou. O alívio foi grande…
Isaias, o nativo, foi super gente boa conosco, do começo ao fim. Quando chegamos em Canoa, almoçamos juntos e por lá chegou também sua esposa Carina e filho Franco. Conversamos um monte e Isaias nos chamou pra ficar em sua casa em Canoa. Sem hesitar aceitamos o convite, é sempre bom conviver com as pessoas da terra.
Veja mais fotos abaixo e todas as fotos do sexto dia do percuso Natal – Fortaleza no Picasa.
14/11/2009 – Por conta do pedal exaustivo do dia anterior e ser o sexto dia de viagem, nos demos o luxo de acordar consideravelmente tarde, eu (Felippe) acordei um pouco mais cedo que Danilo e aproveitei para escrever em meu caderno e também fazer um pequeno lanche da manhã. Nós só ficamos realmente prontos as 9:00h, paramos em um mercadinho e fizemos nosso café da manhã, pães com iogurte. As primeiras pedaladas só vierem a acontecer as 9:30 com destino a cidade de Areia Branca.
Eu (Danilo) estava com as pernas doendo muito e muitíssimo desanimado, essa viagem tinha sido a mais cansativa até agora.
A estrada é muito tranqüila, com algumas ladeiras, pouco movimento e paisagens agradáveis, sempre com dunas de areias claras ao fundo, sem falar do cheiro de caju que sentíamos quando passamos por sítios repletos de cajueiros. Por volta das 11:00h chegamos em Areia Branca, também chamada de “terra do sal”, grande produtora desse produto, foram aproximadamente 35km. Lá nós tínhamos que pegar uma balsa para atravessar o rio Mossoró, chegando na cidade de Grossos. Como já estava perto do almoço paramos para comer e descansar, o almoço não foi dos mais baratos, mas foi uma moqueca de camarão muito bem servida e muito saborosa, valeu a pena. Após o almoço, procuramos um local com sombra para descansar, eu aproveitei para descarregar os vídeos no notebook, o cartão de memória já estava completamente cheio, enquanto Danilo dormia no banco da rodoviária da cidade.
De Grossos a Tibau, foram mais 25km, chegamos lá por volta das 16:30 e ai sim estávamos a alguns metros do estado do Ceará, nos animamos novamente, sabíamos que estávamos bem próximo da tão esperada Canoa Quebrada e ainda mais de Fortaleza. Em Tibaú, que é a última cidade do Rio Grande do Norte, paramos pra tomar um refrigerante e conversar um pouco com os nativos. Nos contaram um pouco sobre a cidade e deram algumas dicas no trajeto no Ceará.
Bem vindo ao Ceará!
Mais uns 5 km e finalmente tínhamos alcançado o Ceará! Tiramos foto e tudo. Agora a animação era chegar em Canoa! O dia já estava chegando ao fim, mas iríamos conseguir cumprir o roteiro que era chegar em Icapuí, somando aproximadamente 80 km no dia.
Chegando lá já soubemos de uma pousadinha com um preço camarada, e foi nela mesmo que ficamos, fizemos o jantar, tomamos banho e fomos para praça bem movimentada para aproveitar a noite, finalizando o dia com uma cervejinha merecida.
Confira também roteiro completo da viagem (google maps)
Relato do Dia:
12/11/2009- Em Natal Felippe fez todo um roteiro para essa viagem, nós tínhamos a idéia de mantê-lo para chegar em Canoa Quebrada no final de semana. Mas desde o primeiro dia com os imprevistos não estávamos conseguindo. O planejado para o segundo dia só fizemos em 2, portanto estávamos muito atrasado. A vontade era chegar em Canoa Quebrada hoje, sexta-feira, mas não ia dar de jeito algum. Apesar de tudo, estávamos dispostos a fazer o máximo que nos permitisse, e esse foi o dia que pedalamos mais, inclusive a noite, somando pouco mais de 3 horas, foram 130km totais.
O amanhecer na pousada foi ótimo, tivemos um café da manhã reforçado e gostoso, limpamos as bicicletas e partimos. Tínhamos que chegar em Galinhos pela praia, e lá se foram 26 km de ótima pedalada, a areia era bem dura e deu pra fazer a média de 20 km/h a 27 km/h.
Em Galinhos percebemos que praticamente não tem ruas asfaltadas, o que impede o trânsito de carros que não são traçados e no lugar utilizam charretes. Por um lado é bom porque não tem carro, menos poluição, barulho, trânsito, enfim, os problemas que o carro trás, mas do outro é terrível por se aproveitarem dos cavalos, que queira ou não são maltratados debaixo de sol escaldante.
Dali pegamos o barco e fomos para Guamaré, a travessia durou cerca de 30 min, era pra custar 20 reais, mas negociamos bastante e os barqueiros fizeram por 7,50 cada. Chegando lá, era hora do almoço, então paramos logo em frente ao cais para almoçar uma comida realmente muito boa e barata, ficamos ali até as 13:30 e partimos, dispostos a recuperar o roterio previsto. Macau era a próxima cidade que chegaríamos, 42 km distante. O trajeto era em pista asfaltada, com vento nas costas e quase tudo plano, música para os ouvidos. O único problema foi o sol fortíssimo na cabeça que desgasta bastante.
Antes de ir pra Macau fomos informados que naquele mesmo dia seria a inauguração de uma ponte, que sem ela iríamos percorrer um caminho muito mais longo pra chegar em Porto do Mangue, cidade do outro lado do rio. O caminho foi em meio as salinas, com terra e cascalho grosso. Já quase anoitecendo encontramos alguns trabalhadores que voltavam de bicicleta para casa. Pense nas bicicletas rústicas e o quão rápido esses caras andavam, no escuro ainda por cima. A pedalada foi de uns 40 minutos e “sinistra”! Mas foi divertido, e sem eles estaríamos perdidos, o caminho era um pouco complicado.
Achamos a pista a noite, sorte que estava muito deserto, quase nenhum movimento de carros. Por isso decidimos tentar chegar em Areia Branca, que ficava ainda 50 km. No caminho paramos em Porto do Mangue pra comer, sentado na calçada presenciamos o atropelamento de um cachorro, foi muito triste, mais ainda pela reação das pessoas, como se fosse uma coisa rotineira, algumas delas até falavam coisa do tipo “bem feito”, ainda bem que ele sobreviveu. Eu (Felippe) tirei o cachorro do meio da pista e o coloquei na calçada e felizmente a dona o levou para casa para poder cuidar dele.
Pedalar a noite é tranqüilo quando a pista é tranqüila, é só ter um luz boa e o resto fica divertido, o clima favorece, na ocasião o vento também favorecia, as estrelas são lindas de serem apreciadas e você tem outra visão dos lugares, mesmo que mais limitada pelo fato de não poder encher muito.
Quando chegamos em Ponta do Mel, já estávamos exaustos, tínhamos pedalado 130 km e já era 9 da noite. Minhas pernas (Dan) estavam doendo consideravelmente e o joelho de Felippe também. O jeito foi parar, procurar uma pousada pra se recompor e continuar no dia seguinte. Queríamos muito ter continuado, pois como não deu pra chegar em Canoa Quebrada sexta, tentaríamos pelo menos chegar no sábado. E se parássemos ali, faltariam 160 km mais ou menos, e não daria pra fazer num só dia. Canoa iria ficar pra Domingo mesmo.























































